Pandemia ampliou o teletrabalho

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20 Julho 2021

 

A crise da covid-19 acelerou tendências no mercado de trabalho, dando a impressão de que o futuro do emprego chegou antes do esperado, declarou o diretor do Escritório Regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na América Latina e no Caribe, Vinícius Pinheiro.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Antes da pandemia, o número de pessoas realizando trabalhos em casa era inferior a 3% de toda a mão-de-obra da região. De momento a estimativa da OIT indica que de 20% a 30% desse contingente esteja em home office. No ano passado, 23 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estavam nessas condições. 

Pinheiro alertou que os países precisam se preparar para esta nova fase, que combine o trabalho presencial com o da distância. Antes da pandemia, muitas pessoas que executavam trabalho a partir de casa eram autônomos/as, mas que com o confinamento essa passou a ser quase a forma exclusiva de produção. 

Antes da pandemia, essa modalidade era mais corriqueira para pessoas com empregos estáveis, profissionais da área administrativa e com acesso à tecnologia para a realização de tarefas. A situação é bem diferente, no entanto, no caso de trabalhadores menos qualificados, informais, com baixos salários.

Daí que a OIT aponta medidas para dar melhor andamento do teletrabalho, a começar no acordo comum entre funcionários e empregadores. É preciso permitir que pessoas possam organizar o trabalho em casa, assim que também tenham tempo para os afazeres domésticos.

Além disso, teletrabalhadores/as devem ter equipamento adequado, proteção do direito à privacidade, contar com segurança e saúde no trabalho, e observação à relação trabalhista e o cumprimento da legislação. A produção remota ajudou a manter empregos, mas precisa regulamentação.

 

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