11 Junho 2021
Alexandre Araújo Costa
"A UECE manifesta incondicional apoio institucional aos professores e aos estudantes que estão sendo alvo dessa intimação que fere a liberdade de expressão e de 'aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber'". Nota pública em defesa da liberdade de expressão.
Christian Edward Cyril Lynch
Socialismo em tempos conservadores
Com a ressaca da globalização, entramos novamente num ciclo nacionalista. No momento, ele é ideologicamente conservador. A vitória de Castillo no Peru - um socialista contrário ao aborto e homofóbico - é indício forte disso.
Pode-se avançar a hipótese de que o sucesso do socialismo identitário esteja ligado ao período cosmopolita da globalização. Na nova era do socialismo nacionalista, as coisas podem não ser assim. O stalinismo, por exemplo, era extremamente conservador em matéria de costumes.
Eu ainda lembro dos velhos comunistas stalinistas. Só se podia ver filmes de arte, ouvir música clássica, e os homens tinham de ser exemplos de virtude e de virilidade. Gays, só bailarinos. Pornografia, homossexualidade, drogas, rock and roll eram lixo da decadência capitalista.
Talvez possamos ver características semelhantes do stalinismo no socialismo nacionalista da próxima década. E não se iludam: elas estão todas ligadas ao profundo antiliberalismo. Sem um mínimo de liberalismo, as minorias são sempre atropeladas. E aqui faz pouca diferença se o trator pela direita ou pela esquerda.
Não estou afirmando - vejam bem - o socialismo nacionalista necessariamente tratore pautas identitárias. Mas ele tende a procurar ver a identidade antes na nacionalidade - que une - e portanto apagar a identidade, que divide. Nisso é diferente do cosmopolita.
Atenção, pois.
Idelber Avelar
Não há como negar que o PCdoB está fazendo um governo muito dos decentes no Maranhão, em circunstâncias bem menos que ideais, como sabemos.
O toque do mingau de milho ficou muito lindo. Bora vacinar aí, maranhenses.
Julio Renato Lancellotti
Meu Jesus. Hoje Te vi , sozinho, molhado , com fome e deitado no chão . Tu me acolheste ! Chorei e pedi estar sempre junto de Ti . @daniel_kfouri
Fernnando Altemeyer Junior
Sagrado Coração e a missão da Igreja em saída - Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior
Essa é a grande tarefa missionária para nosso tempo: viver a fé que desperte esse eco adormecido dentro da cada pessoa. Ouvir nosso ser profundo que fala de amor e quer ser amado. E dizer isso aos que sofrem e que tem negada a sua humanidade. Quem tem fé enxerga em cada pessoa uma revelação única do rosto de Cristo. Cada pessoa possui inscrita em seu coração o plano de Deus para ela e para os que a conhecem. Abrir estes livros pessoais e decifrá-los é hoje a imensa tarefa da Igreja, do papa Francisco e de cada cristão católico ou evangélico, para que possamos celebrar as alegrias e as tristezas, os sofrimentos e as esperanças na mesa da Eucaristia. Como bem quis o inesquecível Papa Paulo VI ao proclamar que a Igreja deve ser perita em humanidade! Assim podemos ainda cantar mais forte: “Quero que o meu coração, seja tão cheio de paz/ Que não se sinta capaz, de sentir ódio ou rancor/ Quero que a minha oração/possa me amadurecer/ leve-me a compreender/ as consequências do amor”.
Sociologia & Análise
[SEGUNDA-FEIRA da REFLEXÃO]
Blog: Sociologia & Análise
Fernando Altemeyer Junior
Festa do Coração de Jesus - Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior
Criar novas palavras para tempos novos, anunciando o eterno amor de Deus pela humanidade, é o desafio catequético mais exigente do papa Francisco. Propor eternidade em tempo de fugacidades. Propor fidelidade e amor em tempos de liquefação das pessoas e das sociedades, como mostra a obra de Zigmunt Baumann. Parafraseando o Apóstolo Paulo, o papa Francisco precisa ser grego com os gregos, romano com os romanos, pobre com os pobres, cuidador entre ecologistas, jovem entre jovens e, migrante entre refugiados.
A fé cristã exercita-se na prática da sabedoria e do discernimento. Isso faz do cristão uma pessoa atenta às novas conquistas da ciência e do pensamento literário, mesmo daqueles que não tem fé ou que a negam. O verdadeiro cristão luta com todas suas forças contra o sofrimento e tenta aliviá-lo com os recursos da ciência e da tecnologia disponíveis sem ferir os preceitos éticos fundamentais. Quer ser humano plenamente e defender a vida e toda vida da concepção até a morte natural. Assim evita caminhos vazios e nocivos. Assume a missão inédita da fé que é falar de ressurreição repensando os conceitos e experimentando o milagre. Assumo a expressão do padre Adolphé Gesché: “a fé hoje não é uma ilusão, como dizia Sigmund Freud, e sim uma alusão”. Alusão a algo discreto que revelará o âmago de nós mesmos e neste íntimo de cada um de nós essa fé desvelará o Deus vivo e verdadeiro.
Paulo Suess
São José de Anchieta: festa, advertência, desafio
José de Anchieta, desde cedo declarado “Apóstolo do Brasil”, teve que esperar muitos séculos para chegar a ser oficialmente reconhecido como santo pela Igreja Católica. Não só faltaram os milagres reconhecidos para declará-lo santo, mas surgiram também dúvidas sobre o valor exemplar de sua catequese. Ambos os obstáculos foram contornados pela assinatura do decreto de canonização do papa Francisco, no dia 3 de abril de 2014, e pelo esforço de uma nova hermenêutica. O modelo catequético anchietano nos adverte para a necessidade permanente de processos de descolonização, de rupturas epistemológicas, da possibilidade de uma catequese a serviço dos povos indígenas. A colonialidade, embutida na vida cotidiana, exige de nós clarividência política, vigilância, conversão e missionariedade militante.
Moisés Mendes
O choro do Chico
“A gente sabe que eles estão preparando um golpe”, diz Chico Buarque nessa entrevista histórica ao programa Estação Sabiá, de Regina Zappa, na TV 247, em conversa também com Zuzu Angel.
Não há nada parecido e nunca teve. Chico falando de ditadura, de Zuzu Angel, a mãe de Stuart Jones, assassinado pela ditadura, fala de tortura, de Bolsonaro, de golpe.
Nunca Chico falou tanto. As paradas de Chico para segurar o choro, no começo do vídeo e quando ele fala do “morticínio de favelados”, são momentos emocionantes.
Tem que ver, para que a história não se repita,. É preciso ver. Parem para ver essa entrevista.
Peter Schulz
Importante discussão: é preciso ficar atento.
Contribuindo para a matéria publicada na revista Questão de Ciência, junto com Luiz Carlos Dias e Marcelo Martinelli.
Máquina de criar artigos expõe fragilidade da academia
Silvio Pedrosa
"Além dos motivos apontados pelos estados, especialistas afirmam que a burocracia da fila prioritária e o Censo desatualizado atrapalham o planejamento e atrasam a execução do plano de vacinação. A decisão de algumas unidades da federação de reservar estoque para a segunda dose também causa maior demora agora, pois a vacina da AstraZeneca, que passou a ser a mais usada, tem intervalo de aplicação de três meses.
Para Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a demora na aplicação da vacina é mesmo multifatorial. Uma das principais causas para a lentidão seria a imunização de grupos por comorbidade, sem um pré-cadastro, e por profissão.
— O processo de vacinar comorbidade é muito complexo. Tem que fazer cadastro, levar atestado, muitas pessoas tiveram que procurar um médico para obter a documentação. O mesmo vale para as categorias de classe — afirma a epidemiologista. — Mas como o ministério liberou agora vacinar por idade, as duas filas poderão andar ao mesmo tempo, dando mais celeridade.
A ex-coordenadora do PNI é crítica à atitude dos que querem escolher qual vacina receber e reconhece que o sistema de informação do programa de vacinação 'é um problema que o Ministério da Saúde nunca conseguiu resolver, um calcanhar de Aquiles do SUS'.
Esta é, para o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda, a principal causa para a diferença entre doses contra Covid -19 distribuídas e aplicadas.
— Todas as campanhas têm dificuldades para reportar os dados corretamente e em tempo oportuno. É preciso digitar pessoa por pessoa, e não há pessoal treinado para isso. O resultado é que o governo diz que enviou, o estado afirma que repassou, o município garante que aplicou, mas não informa ao sistema.
Essa demora no registro tem consequências na gestão da imunização: com semanas de atraso para informar a população protegida, o cenário fica distorcido e o tempo de intervenção para priorizar uma área, grupo ou faixa etária acaba passando."
Christian Edward Cyril Lynch
Imagine
Já lhe passaram pela cabeça a possibilidade de o Bolsonaro estar fritando o Queiroga para renomear o Pazuello pro ministério da Saúde?
Bofetada para desmoralizar a CPI e mostrar quem manda. O Lira não fará nada mesmo, e o Exército fica em outra saia justa.
Olha que beleza.
Ricardo Ravache