Avaliando a histórica viagem papal ao Iraque

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Abril 2021

 

Um mês depois de ir para o Iraque, a jornada de Francisco à terra de Abraão continua a provocar intriga e esperança no Vaticano.

A reportagem é de Loup Besmond de Senneville, publicada por La Croix International, 05-04-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“Essa foi talvez a mais importante viagem do pontificado”, confidenciou uma autoridade da Cúria Romana.

De fato, um mês depois que o Papa Francisco fez sua histórica visita ao Iraque, as pessoas no Vaticano estão ainda falando sobre a jornada de 05 a 08 de março.

Eles estão analisando os “significativos gestos” que foram feitos ao longo dos três dias de viagem.

Esses incluem os cumprimentos do Grande Imã Ali al-Sistani, a maior figura xiita que se levantou duas vezes para cumprimentar o papa – uma ocorrência rara que as autoridades em Roma rapidamente destacam.

Francisco continua a se referir à viagem como uma peregrinação nos passos de Abraão. E os ajudantes que viajaram com ele ao país árabe frequentemente são perguntados “E o Iraque? Como estava lá?”.

Diplomatas estrangeiros na Santa Sé, especialmente, continuam intrigados pela visita apostólica.

Um deles confirmou que permaneceu grudado em seu computador durante todo o final de semana da viagem, enviando muitos relatórios do que ele testemunhava para seus superiores.

E, agora, um mês depois, o que ainda permanece da viagem?

“Eles deixaram Saddam para trás, ótimo, mas encontraram o quê?”, questionou uma autoridade do Vaticano que ainda está um pouco sobrecarregada pela viagem papal.

E no Iraque, onde os mísseis estão sendo lançados novamente e uma segunda onda da pandemia de coronavírus tem causado aumento nas infecções, eles dizem que ainda é cedo para avaliar os efeitos de longo prazo da viagem, a qual encerrou com Francisco doando 350 mil dólares para ajudar os pobres do país.

A primeira visita papal será avaliada com o tempo, e em múltiplas áreas: relações com o xiitas, proteção das minorias cristãs, o destino dos Yazidis, movimentos diplomáticos no triângulo EUA-Irã-Iraque...

Então, ainda levará tempo para avaliarmos se a viagem papal foi um sucesso ou não.

Mas uma autoridade experiente do Vaticano já fez sua leitura.

Ele disse que o “teimoso papa”, como ele descreve Francisco, enquanto bate em sua cabeça com o punho, estava correto nesse tempo.

Apesar de todas as preocupações.

 

Leia mais