Especialista defende mudança na lei para ampliar acesso à vacina

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01 Fevereiro 2021

Em evento internacional, professora da UFRJ Ligia Bahia lembra que demanda é grande para pouca oferta. Pela legislação atual, Brasil só pode comprar vacina testada aqui.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual, 28-01-2020.

O Brasil precisa mudar sua legislação para ampliar o acesso da população à vacina contra a covid-19. É o que reivindicou na tarde desta quarta-feira (27) a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia, durante participação em seminário internacional para discutir os determinantes comerciais e políticos no acesso ao imunizante.

“Pela lei brasileira, a vacina russa Sputnik não pode ser comprada pelo governo. A Anvisa, que teria de liberar a compra, só permite aquelas que foram testadas no Brasil”, disse.

Professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, Ligia avalia o impedimento para a compra da vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, como um “problema grande”. “A gente tem uma grande demanda e pequena oferta. Dispõe de uma pequena variedade de vacina disponível e pouquíssima capacidade de produção interna”.

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Aspectos políticos e comerciais que restringem o acesso da população brasileira à vacina também foram abordados. E todos eles estão relacionados ao posicionamento do governo de Jair Bolsonaro, como a demora na negociação com os laboratórios devido ao negacionismo da pandemia, além que problemas devido à política diplomática desastrosa, que azedaram o relacionamento com a China e Índia.

Consequências

Segundo ela, o resultado é que o governo brasileiro vai pagar US$ 10 pela dose da vacina da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz. E US$ 5,25 pela vacina da Sinovac, em parceria com o Butantan. É praticamente o dobro do que pagarão os europeus. Além disso, o país conta com 6 milhões de doses que o Butantan importou da Sinovac e os 2 milhoes de doses da AstraZeneca, dos quais 5% foram distribuídas para o Amazonas, seguindo parâmetros epidemiológicos.

“Sem um plano estruturado, o governo fala em vacinar 31 milhões de pessoas do grupo prioritário, quando tem apenas 8 milhões de doses. Há previsão de entrega de mais 18 milhões de doses até o final de fevereiro. E de entrega do insumo principal para a fabricação de vacina, o IFA, para que Butantan e Fiocruz comecem o processamento de vacinas no Brasil. Até agora, todas chegaram prontas.”

Se tudo der certo, e os dois laboratórios públicos estiverem com suas plantas para produzir conforme as novas tecnologias, deverão fabricar 100 milhões de doses a partir de março. “Com isso, o Brasil só terá cobertura vacinal em 2022”, disse Ligia, destacando que crianças não serão vacinadas porque não houve testes envolvendo essas populações.

 

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