De Davos ao Vaticano, por uma tecnologia do bem

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • O Papa Franciso, mais uma vez, surpreende. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Movimentos no pós-pandemia. Artigo de Raúl Zibechi

    LER MAIS
  • “Não podemos mais ignorar o debate sobre a redução da jornada de trabalho porque funciona para muitas empresas”. Entrevista com Pedro Gomes

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


22 Janeiro 2020

No fundo, o fórum que ocorre em Davos é apaixonante e previsível como um séries de tv. Todo ano há um desfile de superpoderosos que se encontram na chiquérrima cidadezinha suíça. Todos os anos, a Oxfam nos lembra que os ricos se tornaram cada vez mais ricos. Ainda mais rico que no ano anterior, quando já eram tão absurdamente ricos que até eles ficam um pouco indignados. Todos os anos, há alguma estrela do rock grisalha que tenta cantar os fatos. E todo ano há um rebelde, melhor se jovem, melhor se mulher, que nos lembra que outro mundo não só é possível: é desejável se quisermos ter um futuro. Antes era a no global Naomi Klein, agora Greta Thunberg.

A informação foi publicada por Repubblica, 20-01-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Nem tudo é idêntico, no entanto. Por exemplo, há um par de anos o Vale do Silício passou do tapete vermelho ao banco dos réus (inclusive, em 2018, o bilionário George Soros chamou o Facebook e o Google de ameaça à humanidade e disse que seus dias estavam "contados". Previsão, podemos dizer, clamorosamente fracassada). Por isso, entre as coisas a seguir na agenda dos trabalhos que se abre na terça-feira, há uma série de encontros intitulada Tech for Good. A tecnologia para o bem, porque daquela que faz mal já se fala o suficiente. É fundamental obrigar as maiores empresas do planeta a não pensar apenas em seus lucros. Um exemplo vem da Microsoft, que há alguns dias anunciou que queria investir um bilhão de dólares não apenas para parar de poluir, atingindo zero emissões, mas para reabsorver todas as emissões poluentes produzidas desde 1975, ano em que a empresa nasceu, até hoje.

Essa abordagem ética da empresa fundada por Bill Gates será reiterada em 28 de fevereiro, quando no Vaticano será assinado, pela Microsoft e IBM, um documento que se compromete a um desenvolvimento da inteligência artificial que tutele a nossa humanidade. Simplificando, trata-se de evangelizar os robôs, ou seja, premiar "o bom algoritmo", uma expressão que lembra o "bom samaritano" dos evangelhos. Esse empenho solene será assumido em Roma, não porque à Itália seja atribuída uma primazia tecnológica, que não temos; mas porque ao Papa é reconhecido um magistério moral e cultural. Uma ocasião a não ser perdida.

Nota de IHU On-Line:

Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove o XIX Simpósio Internacional IHU. Homo Digitalis. A escalada da algoritmização da vida, a ser realizado nos dias 19 a 21 de outubro de 2020, no Campus Unisinos Porto Alegre.

XIX Simpósio Internacional IHU. Homo Digitalis. A escalada da algoritmização da vida.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

De Davos ao Vaticano, por uma tecnologia do bem - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV