Pastor anti-gay assume a liderança na corrida presidencial da Costa Rica

Fabricio Alvarado Muñoz | Foto: Reprodução YouTube

Mais Lidos

  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS
  • A nova missão do mundo católico diante da trajetória do trumpismo. Artigo de Stefano Zamagni

    LER MAIS
  • Forças progressistas buscam novo impulso global em Barcelona

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Março 2018

O direito dos homossexuais ao casamento tornou-se destaque da campanha eleitoral na Costa Rica, com um pastor anti-gay tornando-se o favorito do segundo turno das eleições em abril.

O evangélico Fabricio Alvarado Munoz fez oposição ao casamento homossexual como ponto-chave de sua campanha, e pesquisas sugerem que isso o impulsionou, segundo a imprensa.

A informação é publicada por La Croix International, 22-03-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Alvarado Munoz tinha 32,9% dos votos, enquanto seu rival, o centrista Carlos Alvarado Quesada, teria que se contentar com 28,4%, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa CID-Gallup para a Repretel TV News, divulgada em 16 de março.

No entanto, com 38,7% de indecisos ou pessoas que não pretendem votar, ainda pode haver uma virada.

Se for eleito, Alvarado Munoz prometeu retirar a Costa Rica de um tratado pan-americano de direitos humanos que poderia forçar o país a reconhecer casais homossexuais.

"Propomos a soberania da família como a base fundamental da sociedade", disse ele, segundo o Pink News.

A oposição aos direitos LGBT corre solta no país, e a Corte Interamericana de Direitos Humanos já afirmou que estava violando as proteções de direitos humanos, não permitindo o casamento entre homens e mulheres gays.

Alvarado Munoz era jornalista da televisão antes de se dedicar à fé e tornar-se pastor e "cantor cristão" em 2009. Ele só descobriu a política em 2014, quando se tornou parlamentar.

Leia mais