A mudança "bioética" da Igreja e as palavras de Francisco

Mais Lidos

  • Tecnofascismo, dissenso e a gramática da dignidade. Entrevista especial com Donatella Di Cesare

    LER MAIS
  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Março 2017

Os dez anos que nos separam da morte de Piergiorgio Welby parecem se duplicar quando olhamos para a mudança de atitude da Igreja Católica, e certamente é a sombra de Francisco que exagera o efeito da distância.

A nota é de Luigi Accattoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 07-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A comparação entre o funeral negado na época a Welby e a acolhida de hoje ao pedido dos familiares de Fabo é assimétrica, porque Mina Welby, católica praticante, pedia para Giorgio uma “liturgia das exéquias” plena, enquanto a mãe de Fabo pedia apenas a hospitalidade nos locais paroquiais para uma “recordação” dos familiares e dos amigos.

Será – pelo que se sabe – de uma “liturgia da Palavra” e não de um funeral de verdade, com missa e bênção das cinzas (Fabo escolheu a cremação). No entanto, a atitude diferente é surpreendente, considerando também que, em ambos os casos, é semelhante a reivindicação de uma lei sobre o fim da vida que reconheça a vontade subjetiva de morrer.

Na sua época, o cardeal Ruini havia motivado a negação do funeral com a referência àquela reivindicação “contrária” ao ensinamento católico. Para entender a nova atitude, são úteis estas palavras ditas por Francisco no dia 14 de junho de 2013, a fim de solicitar a aproximação aos não crentes: “Para dialogar, é preciso abaixar as defesas e abrir as portas”.

Leia mais: