Bispo diz acreditar que padre salesiano raptado no Iêmen ainda está vivo

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29 Março 2016

O bispo à frente do vicariato apostólico que inclui o Iêmen disse ter “fortes indícios” de que o padre salesiano Tom Uzhunnalil “ainda está vivo nas mãos dos sequestradores”.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Pilot, 28-03-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Dom Paul Hinder, chefe do Vicariato Apostólico da Arábia do Sul, contou ao sítio Catholic News Service, em 28 de março: “Não tenho nenhuma confirmação de que alguma coisa tenha acontecido nesta Sexta-Feira Santa” e acrescentou que os rumores levantados acabaram se revelando inverídicos.

O Pe. Uzhunnalil, indiano, foi levado em 4 de março da casa para idosos e enfermos administrada pelos Missionários da Caridade, em Aden, no Iêmen. Quatro Missionários da Caridade e 12 outros foram mortos no ataque.

Falando de seu escritório em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, Hinder disse que, no final de março, surgiu rumores na Índia de que os militantes ligados ao grupo chamado Estado Islâmico planejavam crucificar Uzhunnalil na Sexta-Feira Santa. Estes rumores rodaram o mundo através das mídias sociais.

Representantes da ordem salesiana na Índia disseram no dia último dia 21 que não havia nada que sustentasse tal crucificação. Eles pediram que as pessoas evitassem “difundir falsos rumores”.

Os rumores de que o assassinato havia sido levado a cabo começaram a circular depois que o cardeal austríaco Christoph Schönborn, de Viena, mencionou o Pe. Uzhunnalil em sua homilia na Vigília Pascal em 26 de março. No dia seguinte, a Arquidiocese de Viena postou, em seu sítio eletrônico, um artigo que citava Dom Paul Hinder e os salesianos indianos dizendo que não havia provas de que o padre fora assassinado; o Cardeal Schönborn falou aos líderes eclesiásticos na região dizendo acreditar que “há ainda esperanças”.

Hinder contou ao Catholic News Service em 28 de março que “ninguém sabe exatamente o que está acontecendo”. No entanto, disse ele, “tenho motivos suficientes para duvidar” dos relatos sobre a morte do Pe. Uzhunnalil.

O bispo não quis comentar outros detalhes sobre o assunto, limitando a dizer que a situação é “muito delicada”.