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14 Agosto 2013

Talvez despontará uma espécie de padre Brown para investigar a beatificação do escritor inglês Gilbert Keith Chesterton (1874-1936). Sim, porque é desses dias o anúncio de que o bispo britânico Peter John Haworth Doyle nomeou um clérigo justamente para verificar a possibilidade de uma beatificação do escritor, ensaísta e jornalista que se converteu ao catolicismo em 1922 e de cuja pena nasceu a célebre figura do sacerdote-detetive. Padre Brown, precisamente.

A reportagem é de Mauro Pianta, publicada no sítio Vatican Insider, 09-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem deu a notícia da nomeação, no dia 1º de agosto, foi Dale Ahlquist, presidente da American Chesterton Society. "Para mim, é um grande privilégio poder fazer este anúncio – declarou Ahlquist –, até porque Dom Doyle lembrou que, quando o cardeal Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires, ele se expressou favoravelmente pela abertura da causa".

Dom Doyle é bispo da Diocese de Northampton, uma sede sufragânea da Arquidiocese de Westminster, que inclui os condados de Northamptonshire e Bedfordshire, assim como o tradicional condado de Buckinghamshire.

Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) é um dos escritores ingleses mais citados do mundo. São muito difundidos os seus livros OrtodoxiaO homem eternoA aventura de um homem vivoSão Tomás de AquinoSão Francisco de Assis, assim como toda a série de contos do Padre Brown. Em particular, muitos se lembram do livro A minha fé, no qual ele explica a sua conversão ao catolicismo. Nos seus textos, sempre brilhantes e profundos, insiste-se particularmente na ligação entre fé e razão.

Os escritos de Chesterton foram significativos para a conversão de muitas pessoas e influenciaram positivamente tantos grandes homens do século XX.

Entre os seus amigos (e admiradores) está o escritor e filólogo britânico Clive Staples Lewis. Mas Chesterton também influenciou John Ronald Reuel Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis e de outros célebres "marcos" do gênero fantástico, como O HobbitO Silmarillion.

E também foi fonte de inspiração para o literato, dramaturgo, poeta e jornalista Maurice Baring, para o historiador Christopher Henry Dawson, para o teólogo Mons. Ronald Knox e para autores agnósticos como o grande escritor argentino Jorge Luis Borges.

O presidente da American Chesterton Society também lembrou a influência que Chesterton teve sobre o servo de Deus e arcebispo norte-americano Fulton John Sheen, entre os mais eficazes e brilhantes pregadores do seu tempo. "Penso que Chesterton realmente é um santo do nosso tempo e poderia continuar atraindo muitas pessoas à Igreja Católica".

Chesterton santo logo, então? Ele riria disso. Ou acharia paradoxal. Ele que foi o mestre do paradoxo.