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15 Mai 2020

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,15-21 que corresponde ao Sexto Domingo da Páscoa, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto.

Não há na vida uma experiência tão misteriosa e sagrada como a despedida do ente querido que vai além da morte. Por isso o Evangelho de João procura recolher na última despedida de Jesus seu testamento: aquilo que nunca devem esquecer.

Uma coisa é muito clara para o evangelista. O mundo não vai poder «ver» nem «conhecer» a verdade que se esconde em Jesus. Para muitos, Jesus terá passado por este mundo como se nada tivesse ocorrido; não deixará vestígios nas suas vidas. Para ver Jesus é preciso ter olhos novos. Somente aqueles que o amam poderão experimentar que está vivo e faz viver.

Jesus é a única pessoa que merece ser amada absolutamente. Quem o ama assim não pode pensar nele como se pertencesse ao passado. Sua vida não é uma memória. Quem ama Jesus vive as suas palavras «guarda seus mandamentos», vai ficando «cheio» de Jesus.

Não é fácil expressar essa experiência. O evangelista chama-lhe de «Espírito da verdade». É uma expressão muito acertada, pois Jesus vai-se convertendo numa força e uma luz que nos faz «viver na verdade». Qualquer que seja o ponto em que nos encontremos na vida, acolher Jesus em nós leva-nos para a verdade.

Este «espírito da verdade» não deve ser confundido com uma doutrina. Não se encontra nos livros dos teólogos nem nos documentos do magistério. De acordo com a promessa de Jesus, «vive conosco e está em nós». O escutamos no nosso interior e resplandece na vida de quem segue os passos de Jesus de maneira humilde, confiada e fiel.

O evangelista chama-lhe «Espírito Defensor», porque, agora que Jesus não está fisicamente conosco, defende-nos do que nos poderia separar Dele. Este espírito «está sempre conosco». Ninguém o pode assassinar, como a Jesus. Seguirá sempre vivo no mundo. Se o acolhemos na nossa vida, não nos sentiremos órfãos e desamparados.

Talvez a conversão que os cristãos mais necessitamos hoje é ir passando de uma adesão verbal, rotineira e pouco real a Jesus, para a experiência de viver arraigados no seu «Espírito da verdade». 

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