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25 Mai 2018

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 28,16-20 que corresponde à Solenidade da Trindade, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

No núcleo da fé cristã num Deus trinitário há uma afirmação essencial. Deus não é um ser tenebroso e impenetrável, encerrado egoistamente em si mesmo. Deus é Amor e só Amor.

Os cristãos, acreditamos que no Mistério último da realidade, dando sentido e consistência a tudo, não há senão Amor. Jesus não escreveu nenhum tratado acerca de Deus. Em nenhum momento o encontramos expondo aos camponeses da Galileia doutrina sobre Ele. Para Jesus, Deus não é um conceito, uma bela teoria, uma definição sublime. Deus é o melhor Amigo do ser humano.

Os investigadores não duvidam de um elemento que recolhem os evangelhos. As pessoas que escutavam Jesus falar de Deus e o viam atuar em Seu nome experimentavam Deus como uma Boa Nova. O que Jesus diz de Deus representa algo de novo e bom. A experiência que comunica e contagia parece-lhes a melhor notícia que podem escutar de Deus. Por quê?

Talvez o primeiro que captam é que Deus é de todos, não só dos que se sentem dignos para apresentar-se ante Ele no Templo. Deus não está atado a um lugar sagrado. Não pertence a uma religião. Não é propriedade dos piedosos que peregrinam a Jerusalém. Segundo Jesus, “faz sair o Seu sol sobre bons e maus”. Deus não exclui nem discrimina ninguém. Jesus convida todos a confiar Nele: “Quando oreis, dizei: ‘Pai!’”.

Com Jesus vão descobrindo que Deus não é só dos que se aproximam Dele carregados de méritos. Antes deles escuta a quem lhe pede compaixão, porque se sentem pecadores sem remédio. Segundo Jesus, Deus anda sempre a procurar os que vivem perdidos. Por isso se sente tão amigo de pecadores. Por isso lhes diz que Ele “veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Também se dão conta de que Deus não é só dos sábios e entendidos. Jesus dá graças ao Pai porque gosta de revelar as pequenas coisas que lhes estão ocultas aos ilustrados. Deus tem menos problemas para entender-se com o povo simples que com os doutos que acreditam saber tudo.

Mas foi sem dúvida a vida de Jesus, dedicada em nome de Deus a aliviar o sofrimento dos doentes, libertar os possuídos por espíritos malignos, resgatar leprosos da marginalização, oferecer o perdão a pecadores e prostitutas..., o que os convenceu de que Jesus experimentava Deus como o melhor Amigo do ser humano, que só procura o nosso bem e só se opõe ao que nos faz mal. Os seguidores de Jesus nunca puseram em dúvida que o Deus encarnado e revelado em Jesus é Amor e só Amor para todos.

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