Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Pew sobre religiosidade nas democracias ocidentais. Nos Estados Unidos, mais de metade da população reza diariamente

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06 Agosto 2018

Os Estados Unidos continuam a ser um país altamente religioso e o mais devoto de todas as democracias ocidentais mais ricas. Quem afirma isso é um estudo do Pew Research Center, segundo o qual os norte-americanos rezam com mais frequência, participam com mais assiduidade de serviços religiosos semanais e atribuem maior importância à fé em suas vidas do que os adultos de outros países industrializados ocidentais, como o Canadá, a Austrália e a maioria daqueles europeus.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 3-4 de agosto de 2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A pesquisa, conduzida em 106 países em todo o mundo, relata que mais de metade dos adultos estadunidenses (55%) afirmam que rezam diariamente, em comparação com 25% no Canadá, 18% na Austrália e 6% na Grã-Bretanha, onde se registra o nível mais baixo em comparação com a média europeia, que é de 22%. Enquanto é certamente a China o país onde as pessoas rezam menos no mundo, menos de 2% da população declaram fazer isso todos os dias, e apenas 3% consideram a religião importante em suas vidas.

Os Estados Unidos são também o único país entre os examinados no estudo a ter níveis superiores à média, tanto em frequência à oração como na riqueza pessoal. Em todos os outros países monitorados com um produto interno bruto de mais de 30 mil dólares per capita, menos de 40% dos adultos afirmam rezar todos os dias, 15% a menos que a média dos EUA.

Mas, embora os Estados Unidos registrem um alto grau de religiosidade geral em comparação com outros países ricos, não foram poupados pelo avanço do processo de secularização, que investiu grande parte do mundo ocidental.

Estudos anteriores sobre o assunto do Pew Research Center mostram um discreto declínio, mas constante, nos últimos anos, no número total de estadunidenses que afirmam acreditar em Deus. Isso é reforçado pelo fato que adultos norte-americanos com menos de 40 anos rezam menos em relação aos idosos, frequentam menos os serviços religiosos e identificam-se menos com qualquer crença religiosa. Segundo a pesquisa, são dados indicativos que sugerem uma tendência de queda nos níveis de comprometimento religioso também nos Estados Unidos.

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