“Que as igrejas sejam serviço gratuito, não supermercados”, pede o Papa

Papa Francisco (Fonte: Wikimedia Commons)

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25 Novembro 2017

A Igreja deve ter três colunas: vigilância, serviço e gratuidade. As igrejas não podem ser uma espécie de supermercados, lugares de comércio, talvez com a lista de preços dos sacramentos. Foi o que o Papa Francisco afirmou na Missa matutina de hoje, 24 de novembro de 2017, na Capela da Casa Santa Marta.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 24-11-2017. A tradução é do Cepat.

O Pontífice, segundo apontou a Rádio Vaticano, comentou as duas Leituras do dia: a primeira do Livro dos Macabeus e, depois, o Evangelho de Lucas, no qual se descreve a purificação do templo. Como Judas e seus irmãos voltam a consagrar o templo profanado, Cristo expulsa os mercadores da casa do Senhor.

O Bispo de Roma destacou que para o templo de Deus ser mais puro se requer, precisamente, a vigilância, o serviço e a gratuidade.

Segundo o Papa Francisco, “o templo de Deus mais importante é o nosso coração; dentro de nós habita o Espírito Santo. Mas, o que acontece em meu coração? Aprendi a vigiar dentro de mim, para que o templo em meu coração seja só para o Espírito Santo?”. É preciso “vigiar. Estar atentos ao que acontece em nosso templo, dentro de nós”.

O Filho do Senhor “está presente”, especialmente “nos enfermos, nos que sofrem, nos famintos, nos encarcerados”.

Ele mesmo o comunica, pelo que “eu me pergunto: sei guardar aquele templo? Cuido do templo com o meu serviço? Aproximo-me para ajudar, para vestir, para consolar aqueles que necessitam?”: São João Crisóstomo “reprovava àqueles que faziam muitas oferendas para honrar, para embelezar o templo físico e não se ocupavam dos necessitados. Reprovava! E dizia: “Não, isto não está bem. Antes o serviço, depois os ornamentos”. Purificar, pois, o templo que são os demais”.

E, depois, vem a gratuidade: “Quantas vezes, com tristeza, entramos em um templo; pensemos em uma paróquia, em um bispado, não sei... (pensemos), e não sabemos se estamos na casa de Deus ou em um supermercado. Há, ali, comércios, inclusive a lista dos preços dos sacramentos. Falta a gratuidade”, denunciou o Papa. Mas, “Deus nos salvou gratuitamente, não nos fez pagar nada”, observou.

Jorge Mario Bergoglio antecipou uma objeção: é necessário ter dinheiro para levar adiante as estruturas, para manter os sacerdotes. “Você proporciona a gratuidade – afirmou – e Deus fará o restante. Deus fará o que falta”. Que as igrejas, pediu Francisco, sejam “igrejas de serviço, igrejas gratuitas”.

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