O mistério dos 20 milhões desaparecidos: o Vaticano quer lançar luz sobre o tesouro dos franciscanos

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04 Outubro 2017

As caixas centrais dos franciscanos assaltadas e o peso dos juros contraídos pelos três frades ecônomos antes do golpe; mas o que mais preocupa a Ordem fundada por São Francisco são aqueles 20 milhões de euros desaparecidos no ar, que não deixaram rastros, se volatilizaram. O Vaticano também gostaria de ter mais informações.

A reportagem é de Franca Giansoldati e Claudia Guasco, publicada por MSN, 03-10-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Não é uma situação fácil a que estão atravessando os Frades Menores e, com certeza, São Francisco, seu fundador, o Pobrezinho que sonhava uma Igreja pobre, não teria certamente aprovado as especulações arriscadas assumidas quando a Ordem era liderada pelo padre Carballo, atualmente secretário da Congregação para os Religiosos. Uma história que ainda precisa ser explicada, que começou há oito anos com especulações arriscadas em investimentos, sobre as quais passou a investigar o Tribunal de Milão. Mas com a morte repentina de Leonida Rossi, o corretor que enganou os três frades ecônomos, o promotor pediu o arquivamento do processo. Fato que agora leva os irmãos a apresentar um recurso contra tal arquivamento.

O padre superior, o estadunidense Micael Perry - de acordo com o Vaticano - gostaria de ir mais fundo e entender melhor que fim levou um pequeno tesouro destinado às missões. Vinte milhões de euros, sumidos. Padre Perry está convencido de poder oferecer à magistratura novas evidências para reabrir as investigações, seguindo outras pistas, que anteriormente haviam sido desconsideradas. e que talvez possam permitir a devolução à sua ordem de toda aquela quantidade de dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. Praticamente uma tentativa desesperada para não perder aquelas somas amealhadas pelos três ecônomos franciscanos em vários mosteiros e que eram destinadas a financiar as obras das missões no mundo.

A investigação, de fato, havia sido encerrada com a morte de corretor que conseguiu convencer os ecônomos da Congregação a investir rios de dinheiro, projetando juros de 13,5%, em investimentos de natureza duvidosa. Desde o turismo na África, à exploração de minas e ao tráfico de armas. Quando o corretor percebeu que o castelo que havia construído estava desmoronando, cometeu suicídio em sua casa de campo na província de Como, na fronteira com a Suíça, não deixando pistas sobre o pequeno tesouro dos frades.

Nessa história, o verdadeiro mistério é representado pelos 20 milhões de euros, uma vez que não foram encontrados em nenhuma das sedes operacionais onde atuava o corretor suicida. Não havia nada no banco suíço que o homem de negócios usava, bem como nos seus escritórios de Lugano e nas suas residências. Pouco antes que o problema viesse à tona e estourasse o escândalo, o geral dos franciscanos, o espanhol Rodriguerz Carballo foi transferido e promovido no Vaticano, e em seu lugar foi nomeado seu vice, o estadunidense Perry. Ambos sempre repetiram que dessas operações a cúpula da ordem não tinha conhecimento, que confiava nos ecônomos da congregação.

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