Apelo pelo acolhimento dos rohingyas. O direito de salvar suas vidas

Criança rohingya em acampamento de refugiados em Bangladesh | Foto: ACNUR

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • ‘Grande Sertão: Veredas’ e suas questões. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Setembro 2017

"Os refugiados deveriam poder entrar em Bangladesh por razões humanitárias. Eles têm o direito de salvar as suas vidas", com estas palavras Theophil Nokrek, secretário da Comissão Episcopal Justiça e Paz, responde ao que está acontecendo com a minoria rohingya, forçada a migrações contínuas entre Mianmar e Bangladesh. Para Nokrek, é preciso que as autoridades sejam "flexíveis com os refugiados rohingya, a fim de salvar suas vidas".

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 01-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Todos os dias são centenas de Rohingya que tentam entrar em Bangladesh, nas localidades meridionais de Cox’s Baazar e Bandarban, para fugir do conflito com o exército de Mianmar. Mais de uma centena de membros da minoria muçulmana de origem bengali foi morta recentemente. Apesar da vigilância da guarda de fronteira (BGB) os refugiados tentam atravessar a fronteira à noite, na esperança de não serem vistos.

Mostak Ahmad, 70 anos, é um rohingya que agora está em uma "terra de ninguém" em Bandarban. "O meu único filho foi capturado pelo exército de Mianmar. Tenho certeza de que não voltará vivo. Fugimos para salvar as nossas vidas. Pedimos refúgio em Bangladesh". Rohina Akter, também da etnia rohingya, relata: "Meu marido é inocente, mas os soldados o capturaram. Ele foi torturado diante dos meus olhos, eu fugi para me salvar e salvar as vidas dos meus filhos”.

Como eles, outros rohingyas fugiram de Mianmar em busca de segurança e abrigo em Bangladesh. No entanto, muitos deles são capturados pela polícia de fronteira, que lhes fornece alimento e cuidados médicos, mas, depois os manda de volta. Nenhuma organização humanitária no momento está trabalhando em prol dos refugiados rohingya na fronteira.

Em Bangladesh, muitos muçulmanos gostariam de acolher os refugiados. O imã de uma mesquita em Dhaka, Md Motin Miha, afirma: "Os rohingyas são nossos irmãos e irmãs. São muçulmanos. Não deveríamos virar-lhes as costas, deveríamos salvá-los".

Leia mais