Militantes de esquerda defendem voto nulo no segundo turno em Porto Alegre

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03 Outubro 2016

Com a derrota dos candidatos do PT e do PSOL na briga pela prefeitura de Porto Alegre, a dúvida que fica é como a esquerda vai se posicionar no segundo turno. Para a militância, está fora de cogitação apoiar o deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB), notório defensor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), do mesmo partido de Michel Temer, que tomou o lugar de Dilma.

A reportagem é de Cleidi Pereira e Juliana Bublitz, publicada por Zero Hora, 03-10-2016.

Pouco antes de Raul Pont (PT) reconhecer a derrota no comitê de campanha, na noite deste domingo, a militância petista entoou gritos de "é voto nulo, é voto nulo" — em geral associado a pessoas apolíticas ou fartas da política e como forma de protesto. Pouco depois, quando Pont falou na necessidade de sentar com os partidos da esquerda para definir o que fazer a partir de agora, os gritos voltaram.

No comitê de campanha do PSOL, Luciana Genro foi ovacionada pela militância quando afirmou que o partido não irá apoiar Melo nem Marchezan Júnior.

— Não há para nós nenhuma opção menos pior para Porto Alegre. Portanto, o PSOL não vai apoiar nenhum dos dois candidatos nem vai chancelar nenhuma candidatura — disse.

Durante a fala da socialista, militantes gritavam "50 de novo", em alusão ao voto nulo, que ocorre quando se digita um número existente na urna eletrônica.

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