Justiça garante posse de terra a indígenas em Mato Grosso

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Setembro 2016

O povo Kanela do Araguaia conseguiu na Justiça a manutenção da posse da Aldeia de Porto Velho, localizada no município de Luciara, em Mato Grosso. A decisão da Justiça Federal em Barra do Garça foi proferida nessa terça-feira(13) e atende a pedido do Ministério Público Federal. 

A reportagem foi publicada por Jornal da AmazôniaEBC, 15-09-2016.

A área de 2.500 hectares, situada às margens do rio Tapirapé, é ocupada há mais de 50 anos pelos indígenas. A terra vinha sendo alvo de pressão por parte de pessoas que se apresentavam como proprietárias, construíam cercas por vezes com o apoio de pessoas armadas, como explica o procurador federal Wilson Rocha.

“Esse é o processo que a gente chama de grilagem mesmo. As pessoas apresentam documentos que não raro tem qualquer validade jurídica e aí a partir disso pretendem a expulsão da comunidade daquele local. Mais de um grupo econômico se afirma dono dessas terras, mas a comunidade vive ali mais de 50 anos. Chama atenção o nível de litigiosidade, de tensão, inclusive com envolvimento de forças policiais.”

O MPF entrou em contato com as polícias militar e civil de mato grosso e informou que por se tratar de uma questão indígena a competência pra discutir a situação é da Justiça Federal e do Ministério Público Federal.

Para o procurador, a decisão fortalece a reivindicação territorial do povo kanela, pois agora a comunidade tem o respaldo da Justiça para permanecer no local. O MPF quer que a Funai crie com urgência um grupo de trabalho para iniciar os estudos de demarcação Terra Indígena Kanela do Araguaia.

Confira o áudio aqui.

Leia mais...