Bispo defende linha dura contra divórcio

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14 Março 2012

Dom Vitus Huonder defende a sua carta pastoral de Quaresma publicada na imprensa no último domingo. Entrevistado pelo Le Matin Dimanche e pelo Sonntagszeitung, o bispo de Chur, na Suíça, acredita que "advertir os divorciados em segunda união sobre as regras fundamentais é justamente dar prova de misericórdia".

A reportagem é do sítio Cath.ch, 11-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Não é só um direito meu, mas sobretudo o meu dever, lembrar as regras fundamentais da Igreja", explica Dom Huonder. Na semana passada, o bispo de Chur gerou polêmica ao destacar em sua carta pastoral de Quaresma 2012 que os divorciados em segunda união continuam excluídos dos sacramentos. Eles não têm direito não só à comunhão, mas também ao batismo e à confirmação, lembra o bispo. A confissão "também apresenta problemas", porque as pessoas envolvidas deveriam renunciar ao seu estado de divorciados novamente casados para ter acesso ao sacramento.

"Os Dez Mandamentos nunca foram muito amados, mas fazem parte da essência da doutrina cristã. Se a Igreja Católica começasse a seguir as tendências da sociedade, ela não seria mais do que um catolicismo relativo", defende-se Dom Huonder. Para o bispo, é preciso entender esse chamado à regra como uma ajuda. Trata-se de encorajar as pessoas a "ir ao encontro de Deus e amadurecer pela oração". Ele indica que jamais recusou a comunhão durante a missa "para não constranger as pessoas publicamente".

A posição de Dom Huonder, administrador apostólico dos cantões de Obwald, Nidwald, Glarus e Zurique, não é unânime na Igreja. No domingo passado, muitos padres se recusaram a ler a sua carta pastoral.

Segundo o Sonntagszeitung, a Conferência dos Bispos da Suíça teria criticado severamente a posição de Dom Huoner, informação que o porta-voz da Conferência Episcopal, Walter Müller, desmentiu formalmente à agência de notícias católica Kipa. No entanto, ele confirmou que o conteúdo da carta havia sido abordado durante a última assembleia da Conferência Episcopal, na semana passada, em Delémont.