Iniciativa dos Párocos alemães diz ''não'' à nova tradução do missal

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13 Junho 2013

Cerca de 500 párocos alemães pertencentes à Pfarrer-Initiative (Iniciativa dos Párocos) pediram que os membros da Conferência Episcopal Alemã não aprovem a nova tradução do missal solicitada pelo Vaticano. A Iniciativa dos Párocos se baseia no fato de que a nova tradução do missal poderia ser adotada por ocasião da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Alemã que irá ocorrer no fim de setembro, em Fulda.

A reportagem é do sítio da agência Katholische Presseagentur Österreich, 11-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O ponto mais crítico da nova tradução são as palavras da consagração pronunciadas pelo padre sobre o vinho. No futuro, se deveria dizer: "Isto é o meu sangue que será derramado por vós e por muitos".

O Papa Bento XVI havia comunicado no dia 14 de abril de 2012 aos bispos do âmbito de língua alemã: na nova tradução do missal, a expressão "pro multis" deveria ser expressada em alemão com "por muitos" – e não "por todos". Por trás dessa discussão, também se encontra o problema da competência das autoridades romanas sobre as práticas das Igrejas locais de língua alemã.

A Iniciativa dos Párocos da Alemanha pediu aos bispos, em uma carta redigida em Öhringen (Baden-Württemberg), segundo a agência de notícias católica KNA, que se use na missa uma linguagem "que ajude as mulheres e os homens de hoje a ter um diálogo com Deus e a participar ativamente na liturgia".

A organização afirma que a nova tradução é "muito pouco poética e estimulante" e que amplia os problemas. Muitos padres a recusariam por razões de consciência.

A Iniciativa dos Párocos apela ao Papa Francisco. Este último mostrou sinais que deixam aberta a esperança de uma relação colegial com os bispos e o fim da excessiva centralização romana. Os párocos apelam aos bispos pedindo-lhes que não aprovem o texto apresentado e continuem usando por enquanto a tradução antiga.

Os padres expressam a esperança de que Francisco "reconheça novamente aos bispos o direito de exercer as funções de sua competência sem a tutela da Cúria Romana".