Bergoglio não quer "adoradores de cinzas"

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09 Março 2015

Com "adoradores de cinzas" o dicionário das metáforas do Papa Bergoglio é enriquecido por um lance que visa combater a tentação do imobilismo, do "sempre se fez assim", das "portas fechadas", das "aduanas pastorais", que são os inimigos simbólicos atacados desde os primeiros dias do pontificado.

O comentário é de Luigi Accatoli, publicado no jornal Corriere della Sera, 08-03-2015. A tradução é da IHU On-Line.

Talvez Francisco tenha motivos próprios para dirigir-se desta maneira ao movimento Comunhão e Libertação, onde tantos ficam repetindo a linguagem do fundador, mas a sua intenção não se restringia somente aos membros do movimento Comunhão e Libertação.

No mesmo discurso referiu-se ao "carisma petrificado numa garrafa de água destilada": uma expressão que já usou várias vezes quando falou às diferentes famílias religiosas.

Outra linha força de grande inspiração: o convite aos membros do movimento a não serem "guias de museu", quando em outras ocasiões deplorou os "cristãos de museu".

"Adoradores de cinzas" se assemelha, pelo tom, a "cristãos morcegos", como qualificou aqueles que preferem a sombra ao invés da luz numa homilia proferida na capela da Casa Santa Marta, em abril de 2014.

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