Moral cristã não é esforço titânico, mas resposta à misericórdia de Deus

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09 Março 2015

“A moral cristã não é o esforço titânico, voluntarístico, de quem decide ser coerente e é bem-sucedido, uma espécie de desafio solitário diante do mundo. Não. Esta não é a moral cristã. Ela é uma outra coisa. A moral cristã é resposta, é a resposta comovida diante de uma misericórdia surpreendente, imprevisível, até mesmo "injusta" segundo os critérios humanos, de Alguém que me conhece, conhece as minhas traições e mesmo assim me ama, me estima, me abraça, me chama de novo, espera por mim, espera de mim alguma coisa. A moral cristã não é nunca cair, mas sempre levantar-se, graças à sua mão que nos sustenta. E o caminho da Igreja também é este: deixar que se manifeste a grande misericórdia de Deus”.

A descrição é de Papa Francisco no discurso proferido no sábado, dia 07-03-2015, na audiência pública concedida ao movimento Comunhão e Libertação. A íntegra do discurso pode ser lida, em italiano, clicando aqui.

Carisma é não adorar cinzas mas manter o fogo vivo

O Papa também afirmou que "o carisma não se conserva numa garrafa de água destilada, pois fidelidade ao carisma não significa “petrificá-lo" - é o diabo que 'petrifica", não esqueçam disto! Fidelidade ao carisma não significa escrevê-lo num pergaminho e colocá-lo num quadro. A hereditariedade que vos deixou Dom Giussani, explicou, não pode ser reduzida a um museu de recordações, de decisões tomadas, de normas de conduta. Comporta, pelo contrário fidelidade à tradição, mas fidelidade à tradição - dizia Mahler - “significa manter vivo o fogo, não adorar as cinzas”. D. Giussani não vos perdoaria jamais se perdésseis a liberdade e vos tivesses transformado em guias de museu ou adoradores de cinzas. Conservai o fogo da memória daquele primeiro encontro, e sede livres!"

Espiritualidade de etiqueta

"Sair" - disse o Papa - "significa recusar a autoreferencialdiade, em todas as suas formas. Significa escutar quem não é como nós, aprendendo de todos, com sincera humildade. Quando somos escrevos da autoreferencialidade acabamos por cultivar uma 'espiritualidade de etiqueta: "Eu sou CL". Esta é a etiqueta. E assim caímos nas mil e uma armadilhas que nos são oferecidas pela autoreferencialidade, aquele olhar-se no espelho que nos desorienta e nos transforma em meros empresários de uma ONG".

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