Francisco receberá seis vítimas de padres pedófilos na Casa Santa Marta

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 07 Julho 2014

O Papa Francisco se reunirá, em sua residência, a Casa Santa Marta, com dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais por parte de religiosos, segundo informou nesta sexta-feira o Vaticano. Primeiro, as vítimas participarão da missa matutina que o Santo Padre costuma presidir na Capela de Santa Marta. Os nomes das pessoas não serão divulgados à imprensa.

 
Fonte: http://bit.ly/1j3efk8  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-07-2014. A tradução é de André Langer.

O encontro já havia sido anunciado pelo próprio Pontífice em 26 de maio passado durante o voo de volta a Roma da sua viagem ao Oriente Médio. Francisco comprometeu-se, desde a sua chegada ao Vaticano, em março de 2013, a lutar contra a pederastia e criou uma comissão para a proteção da infância, da qual faz parte uma vítima, Mary Collins.

O fato de que inclua no primeiro grupo que recebe no Vaticano vítimas de nacionalidade irlandesa é uma maneira de mostrar proximidade e solidariedade a um dos países mais afetados pelo fenômeno dos padres pedófilos que tanto desprestigiaram a Igreja nos últimos anos.

A questão dos abusos sexuais de menores cometidos durante décadas por sacerdotes é o tema mais delicado e complexo para a hierarquia da Igreja católica. Francisco ratificou a ordem de “tolerância zero” em relação ao fenômeno, uma linha já marcada por seu predecessor, o papa emérito Bento XVI.

Em outubro de 2013, o Papa destituiu um bispo irlandês, William Lee, que em 2010 reconheceu ter protegido um sacerdote pedófilo. Apesar dessas medidas, as associações de vítimas consideram que a Igreja não fez o suficiente para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade.

Dias atrás, o ex-núncio apostólico e embaixador do Vaticano na República Dominicana, o polonês Józef Wesolowski, foi punido de maneira exemplar ao ser reduzido à condição laica depois de ser condenado por pederastia por um tribunal eclesiástico. Foi a primeira vez que o Vaticano tomou uma medida deste tipo.

As autoridades do Vaticano informaram, no começo deste ano, à ONU, que os fiscais da Santa Sé examinaram 3.420 casos de abusos sexuais de menores cometidos na última década.

Por esses casos, 848 padres foram obrigados a deixar os hábitos e os 2.572 restantes foram obrigados a “viver uma vida de oração e penitência”, em um mosteiro, um castigo que para as associações de vítimas é insuficiente.