Possibilidade de protestos durante missa do Papa no Cenáculo de Jerusalém

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Por: Jonas | 20 Mai 2014

Trata-se de uma cerimônia profundamente religiosa, com a qual o Papa Francisco encerrará sua peregrinação à Terra Santa, mas a missa na sala do Cenáculo de Jerusalém está, há algumas semanas, no centro de algumas polêmicas inesperadas.

 
Fonte: http://goo.gl/tEGqyT  

A reportagem é publicada por Vatican Insider, 18-05-2014. A tradução é do Cepat.

Durante os últimos cinquenta anos, outros três Papas visitaram Jerusalém e rezaram na sala da Última Ceia, sem suscitar polêmicas. Entretanto, agora, existem certas facções radicais do judaísmo ortodoxo que expressam preocupação e, inclusive, organizaram uma manifestação para protestar diante da possibilidade (desmentida pelas autoridades) de que, durante a visita de Francisco, Israel ceda a gestão parcial deste lugar de culto à Igreja. As razões destas hostilidades são muito simples: no piso inferior do mesmo edifício existe uma sinagoga, humilde e com alguns bancos de madeira, na qual se tem acesso, de acordo com a tradição, ao túmulo do rei Davi. Trata-se daquele que há três mil anos derrotou Golias e inaugurou um reino de grande importância regional.

O Islã também está envolvido, pois durante séculos, nesse mesmo edifício, houve uma mesquita em funcionamento. A família de Dajani Daoudi era quem zelou da mesma, de 1534 a 1948, data da criação do estado de Israel. Este edifício continua sendo “Waqf” (propriedade dos muçulmanos), segundo a família Dajani Daoudi. Pelo mesmo motivo (destaca a imprensa islâmica local), Israel não pode discutir o seu status com o Vaticano, pois não lhe pertence.

Para chegar ao edifício em que estão essas paixões, é preciso passar pelas vielas do Monte Sião. Há uma pracinha que conta com uma estátua do rei Davi tocando sua lira (no passado, esta estátua sofreu vários ataques por parte dos judeus iconoclastas, pois não toleram a reprodução das formas humanas).

Segundo “Haaretz”, o Túmulo do rei Davi se tornou, durante os últimos anos, um polo de atração para as facções radicais do judaísmo: colégios rabínicos ultraortodoxos, seitas messiânicas e os grupos extremistas do movimento de colonos como “Tag Mehir”, que por motivos de segurança foram afastados da Cisjordânia.

Nesse contexto, rumores que apontam para o iminente gesto de abertura de Israel à Igreja têm contado com uma enorme ressonância em algumas sinagogas de Jerusalém. Por exemplo, o de que sejam realizadas dezenas de cerimônias no Cenáculo, durante o ano, ao invés das duas permitidas atualmente. Na semana passada, alguns judeus ortodoxos organizaram uma manifestação de protesto para impedir que seja construída uma Igreja sobre o túmulo do rei Davi.