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07 Dezembro 2012

"O Estudo de Impacto Ambiental da usina nuclear Angra 3 dizia em maio de 2005 que não ocorrem furacões na costa leste do Atlântico Sul. Mas já em 27 de março de 2004 um furacão de categoria 1 havia aterrado em Santa Catarina. O estudo desconsiderava também projeções de probabilidade quanto a aguaceiros e escorregamentos de encostas um tanto próximas. Como, por exemplo, a precipitação de 142 milímetros em 24 horas que matou 52 habitantes de Angra dos Reis nos deslizamentos de 31 de dezembro de 2009", comenta Aldo Pereira, ex-editorialista da Folha, em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 06-12-2012.

Eis o artigo.

Gelo, o mais abundante minério da superfície da Terra, talvez desapareça das paisagens antes do fim do século. Mas o degelo terá influência secundária na catastrófica elevação do nível dos mares prevista para o mesmo período (28 a 86 centímetros, variações locais dependentes de balouços das respectivas placas tectônicas).

Gelo e neve mal totalizam 3% da água mundial. E fusão de gelo flutuante acrescenta pouco ao nível do mar, apenas o correspondente à diferença de densidade entre água doce de icebergs e água salgada do mar. Segundo estudo publicado em novembro, o degelo representou apenas um quinto da elevação do nível dos mares nas últimas décadas. Fator principal foi a expansão térmica da hidrosfera.

Note que parte da água escoada do derretimento do gelo do mundo evapora antes de chegar ao mar; outra parte, algum tempo depois. Como o aquecimento global expande também a atmosfera, ao inchar esta absorve mais do vapor que evola de florestas, solo e superfícies aquáticas. Meteorologistas calculam que a umidade atmosférica tem aumentado 1,3% por década.

Você pode observar esse efeito-esponja no cotidiano. No calor diurno, o ar absorve vapor. Quando a noite a resfria, a esponja encolhe, espreme vapor e o deposita como orvalho. (Vapor d'água é invisível; o que você vê sair pelo bico da chaleira é um jato de gotículas.)

Estendendo o princípio: evaporação alimenta precipitação. Em média, água evaporada na atmosfera retorna ao chão em nove dias. Daí deslizamentos de encostas e alagamentos virem ganhando volume e frequência no mundo todo. (Embora a interação complexa de forças do desarranjo provoque também secas localizadas.)

Inchaços do mar e do ar condicionaram os estragos que a tempestade tropical Sandy impôs a Nova York e Nova Jersey em outubro. A maré daqueles dias intensificou, sim, a intrusão do mar. (Maré é uma onda que forças gravitacionais da Lua e do Sol arrastam pelos oceanos ao redor de toda a Terra.) Sandy chegou à costa americana surfando a crista duma preamar de lua cheia.

O vento que impelia ondas contra o continente teve seu papel. Mas o terceiro e mais significativo fator foi a água despejada pela espiral de nuvens túmidas do ciclone-monstro: diâmetro de 1.500 quilômetros, área superior à dos nove estados do Nordeste brasileiro. Esse e outros distúrbios meteorológicos sugerem que alterações atmosféricas podem requerer defesa mais urgente do que a imposta pelo nível dos oceanos.

Pondere um exemplo. O Estudo de Impacto Ambiental da usina nuclear Angra 3 dizia em maio de 2005 que não ocorrem furacões na costa leste do Atlântico Sul. Mas já em 27 de março de 2004 um furacão de categoria 1 havia aterrado em Santa Catarina. O estudo desconsiderava também projeções de probabilidade quanto a aguaceiros e escorregamentos de encostas um tanto próximas. Como, por exemplo, a precipitação de 142 milímetros em 24 horas que matou 52 habitantes de Angra dos Reis nos deslizamentos de 31 de dezembro de 2009.

A Eletrobras Eletronuclear vem usando dados mais recentes em seus estudos de atualização de riscos, mas parece assobiar no escuro quando calcula probabilidades de inundação. Cogita altear o dique de proteção contra ressacas na baía que defronta as usinas.

Contudo, como a célebre Linha Maginot, essa defesa não prevenirá ataques à retaguarda. Ciclones vindos do mar descarregarão serra abaixo aguaceiros engrossados por lama e rocha. Quem não sabe que mais e mais chuvas estão acelerando a erosão de serras fluminenses?

Do Painel do Leitor publicado no jornal Folha de S. Paulo, 07-12-2012:

"Em resposta ao artigo 'Glub-glub-glub', de (Aldo Pereira), tenho a informar que as usinas nucleares brasileiras estão projetadas para garantir o desligamento seguro dos reatores mesmo no caso de chuvas que aconteçam uma vez a cada 10 mil anos. Também foi estudado o possível deslizamento de encostas no entorno da central, com o bloqueio dos canais de drenagem que circundam Angra 1 e Angra 2. O Plano de Resposta a Fukushima da Eletronuclear procede a estudos de margens de segurança, com cenários ainda mais improváveis.

Paulo Carneiro, assessor técnico da Eletronuclear (Rio de Janeiro, RJ)"


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