Até dois terços das espécies marinhas são desconhecidos

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Novembro 2012

Nos últimos dez anos, mais espécies marinhas foram descobertas pela ciência do que em qualquer outra década da história. Apesar disso, a estimativa é que até dois terços das espécies que habitam os oceanos ainda sejam desconhecidas, segundo estudo na revista "Current Biology".

A pesquisa acompanha a divulgação do Worms (Registro Mundial de Espécies Marinhas), publicado ontem, e funciona como um censo da vida oceânica. Ele pode ser acessado gratuitamente (www.marinespecies.org) e é atualizado a partir da descoberta de novas espécies.

A reportagem é de Rafael Andery e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 19-11-2012.

Mark Costello
, um dos pesquisadores que ajudaram na construção do projeto, afirmou que o trabalho de coleta de dados "não foi tão fácil quanto deveria". Não existia até hoje um registro unificado das espécies marinhas.

Além de Costello, outros 270 cientistas de 32 países participaram da construção do banco de dados.

"Pela primeira vez podemos fornecer um olhar detalhado sobre a riqueza de espécies marinhas. Nunca soubemos tanto sobre a vida nos oceanos", afirmou Ward Appeltans, colaborador do projeto e membro da Comissão Intergovernamental de Oceanografia, da Unesco.

A partir do levantamento das quase 215 mil espécies já catalogadas pelo Worms, pesquisadores estimam que o número total de espécies que habitam os oceanos possa chegar a 1 milhão. Antes, cálculos costumavam apontar números muito maiores.

Appeltans ressaltou a importância do trabalho colaborativo dos cientistas na construção do projeto.

"Esse banco de dados nos fornece um exemplo de como outros biólogos também podem colaborar para produzir um inventário coletivo de toda a vida na Terra", afirma ele. "Em certo sentido, o Worms é só o começo."

Veja também: Oceanos. Ecossistemas sob ameaça