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28 Julho 2012

 

 

"A ciência se desenvolveu numa direção que põe em cheque o sentido da razão e o destino de nossa civilização. Ou a ciência será feita com consciência e então incorporará uma dimensão ética, ou ela nos poderá destruir a todos. É o que nos alertam grandes nomes do pensamento contemporâneo, não só da filosofia mas das ciências da Terra, da nova cosmologia e da biologia", afirma Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor, em artigo publicado no Jornal do Brasil, 23-07-2012.

Eis o artigo.

Em momentos críticos da história, mais que os cientistas, são os filósofos chamados a opinar. Numa famosa palestra numa rádio bávara em maio de 1952 Martin Heidegger usou uma palavra chocante, mas que possui um sentido profundo:”a ciência não pensa; isso não é nenhum defeito mas uma vantagem”. A vantagem reside em apenas analisar fatos, submetendo-os ao cálculo e tornando-os assim manipuláveis pela técnica. Escapa ao seu âmbito de interesse, a interrogação sobre o sentido dos fatos e do curso da história.

Se isso podia ser dito nos anos 50 do século passado, não seria responsável repeti-lo no tempo presente. Pois a ciência se desenvolveu numa direção que põe em cheque o sentido da razão e o destino de nossa civilização. Ou a ciência será feita com consciência e então incorporará uma dimensão ética, ou ela nos poderá destruir a todos. É o que nos alertam grandes nomes do pensamento contemporâneo, não só da filosofia mas das ciências da Terra, da nova cosmologia e da biologia.

Permanece, no entanto, a indagação que é objeto da matutação filosófica: por que e como chegamos à atual situação? Por que a razão mostra tanta irracionalidade?

Antes de mais nada, cabe identificar o equívoco que cometemos em nosso passado. Introduzimos uma ruptura entre a  razão objetiva (ontológica) e a razão subjetiva. Quem o denunciou com grande acuidade foram Martin Heidegger (“Que significa pensar”,1952), Max Horkheimer (“Eclipse da razão”, 1946) e Theodor Adorno em parceria com Max Horkheimer (“A dialética do iluminismo”,1947). Eles mostraram que os clássicos gregos, passando pelo medievais e culminando em Hegel, a razão objetiva constituía um princípio inerente à realidade; desvelava o sentido latente das coisas e a estrutura de sua inteligibilidade. A ênfase era dada mais aos fins que aos meios. Essa razão objetiva se refletia na razão subjetiva que ouvia as orientações da primeira. O ser humano, a sociedade e a história funcionam bem quando estas duas razões se harmonizam.

A grande viragem se iniciou ou há dois milhões de anos, quando surgiu o homo faber que inaugurou o instrumento (um pau ponteagudo, uma pedra afiada) na intervenão na natureza. Mas ela se formalizou quando ocorreu a irrupção de uma nova cultura no século XVI. Para ela, é a razão subjetiva que organiza o social. Ela é entendida como uma faculdade subjetiva da mente. Só um sujeito humano (o eu) é portador exclusivo de razão; a Terra e a natureza são coisas (res extensa); não possuem propósito racional. Por isso podem ser manipulados à mercê dos desejos humanos. O equilíbrio entre as duas razões se rompeu.

Como dizia Francis Bacon: “saber é poder”. A razão subjetiva começará a ser o grande instrumento da vontade de poder, de conquista, de expansão e de subjugação do mundo. Lentamente se instaurou o império da razão instrumental-analítica cuja função primordial é “compreender e modificar” a realidade (Koyré; Prigogine). E o fizemos nos últimos séculos com especial fúria. Não nos importavam as consequências sobre o equilíbrio da Terra e as devastações sistemáticas da natureza. Elas estão ai, exatamente, como campo de exercício para a nossa liberdade e  criatividade.

Mas eis que a partir dos fins dos anos 60, nos demos conta da irracionalidade deste tipo de razão; estava destruindo as bases que sustentam nossa vida e a natureza. As “externalidades” se tornaram tão graves que podiam pôr em risco o futuro da espécie e de nossa civilização. Descobrimos que a Terra e natureza possuem a sua “razão intrínseca e a sua lógica”(Gaia). Negadas, podem nos destruir. Impõe-se um novo acordo entre as duas razões, um outro tipo de racionalidade que incorpore consciência, sensibilidade, cuidado e ética. Deve aprender a se auto-limitar para não ser destrutiva.

Temos que deixar para trás o pensamento único e ser multidimensionais. Bem nos recordava Fernando Pessoa (Álvaro Campos):”Sou um técnico mas tenho a técnica só dentro da técnica”. Fora dela, podemos e devemos ser muitas outras coisas até para nos salvar.

 

 


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