'Situação de brasiguaios é gravíssima', diz secretário

Mais Lidos

  • Bayer escolhe Brasil para estrear complemento a agrotóxico mais polêmico do mundo

    LER MAIS
  • Na semana do Dia das Mães, a pesquisadora explica como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge

    Mães solo e os desafios do cotidiano: dificuldades e vulnerabilidades nos espaços públicos. Entrevista especial com Mariene de Queiroz Ramos

    LER MAIS
  • Brasil detém a segunda maior reserva global de terras raras conhecidas no mundo. Exploração desses recursos naturais estará em pauta nas eleições presidenciais deste ano, observa o geógrafo

    Terras raras e a transformação do Brasil em periferia extrativa global. Entrevista especial com Ricardo Assis Gonçalves

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Fevereiro 2012

Apesar da promessa do presidente paraguaio Fernando Lugo de que a lei será cumprida e tudo será feito para evitar um conflito, a situação dos agricultores brasileiros que vivem na região do Alto Paraná, no Paraguai, os chamados "brasiguaios", foi avaliada como "gravíssima" ontem pelo secretário de Assuntos Internacionais de Foz do Iguaçu, Sérgio Machado.

A reportagem é de José Maria Tomazela e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 08-02-2012.

Segundo ele, ao contrário do que chegou a informar a imprensa daquele país, os "carperos", como se autodenominam os sem-terra paraguaios, continuam ocupando as fazendas invadidas há mais de uma semana em Nacunday, e estão cada vez mais ameaçadores. "Conversei hoje (ontem) com vários produtores e eles disseram que a situação se agravou após o pronunciamento de Lugo."

Na segunda-feira, Lugo prometeu assegurar a ordem e garantiu que os mandados judiciais de reintegração de posse das áreas invadidas seriam cumpridos.

Na sexta-feira, o secretário enviou ofício à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo uma "intervenção imediata" do Ministério das Relações Exteriores e do Conselho Nacional de Imigração junto ao governo paraguaio para reforçar a proteção aos brasileiros. "Está na hora do governo mostrar sua força diplomática e todo seu peso político para que os brasileiros que moram lá se sintam protegido."

De acordo com o secretário, os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Fernando Collor de Melo (PTB-AL) estão articulando, com vários deputados, a formação de uma comissão para visitar a fronteira e conversar com lideranças dos produtores e autoridades paraguaias em Foz do Iguaçu. A data ainda será definida.