O Fórum Mundial Teologia e Libertação em Dacar

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07 Fevereiro 2011

Realiza-se, nestes dias, a VI edição do Fórum Mundial de Teologia e Libertação, em Dacar, Senegal, juntaente com o Fórum Social Mundial, com a participação de cerca de noventa teólogos e teólogas de diferentes tradições e regiões do mundo.

Nessa edição, mesmo mantendo espaços específicos de encontros e debates, o FMTL estará inserido nas atividades do FSM.Somando-se ao engajamento de grupos e movimentos sociais das mais diversas partes do mundo que constroem, de forma plural e coletiva o FSM, o FMTL dará sua contribuição desde a relação entre espiritualidade e ética a partir do diálogo entre tradições religiosas e práticas sociais.

Por outro lado, dando atenção à questões e debates candentes do FSM, o FMRL buscará identificar e debater tarefas e linguagens adequadas para uma teologia relevante nos próximos anos, considerando as implicações de uma consciência planetária sensível a pluralidade contextual. Nesta perspectiva Luiz Carlos Susin, Secretário Geral do FMTL aponta o que considera os principais Desafios para o Fórum de Dacar / FMTL/WFTL:

Em Dacar nos propomos a pensar uma teologia planetária para caracterizar o que há de “mundial” no fórum, e uma teologia agregadora de inspiração, energia e espírito para que o mundo seja melhor, um novo mundo possível, e por isso uma teologia “de libertação”. E isso nos coloca diante de alguns desafios de contextos, de pluralidade e diversidade, de tradições e de comunidades de fé ou confessionalidades, de referenciais teóricos, de construção epistemológica.

1. Para que sejam teologias “libertadoras”, não basta que tenham caráter histórico, pois há também o caráter cultural e étnico que não portam a mesma percepção de história que tem o pensamento “ocidental”. Quem pode ajudar para que o mundo que vivemos hoje seja melhor amanhã?

2. Para que sejam teologias “libertadoras”, partem de contextos. Há hoje contextos regionais, mas também mundiais: as vítimas das crises de capitalismo, de injustiça e catástrofes ambientais, de conflitos por xenofobia étnica, cultural e religiosa. Alguns contextos nos unem a todos.

3. Para que respondam transformações mundiais, precisam olhar longe, no tempo “axial”. Diferentes tradições religiosas precisam se encontrar para alguns elementos comuns, antes e depois do estado atual das religiões. Chegou a hora de uma teologia comum de diferentes religiões? Até agora o FMTL é basicamente teologia cristã. É hora de mudar para um parlamento de teologias ou sabedorias libertadoras das religiões? O que isso implica?

4. A boa teologia está enraizada numa comunidade de fé e de tradição, não é produção individual ou de classe. Como entender uma “comunidade mundial das diferentes formas de fé”? Toda teologia tem narrativas e/ou textos fundantes. O que significa juntar narrativas e textos de diferentes fontes? Como trabalhar as fontes?

5. Teologia não é somente ciência ou sabedoria, é expressão crítica da fé e dos modos de vida. A forma da consciência crítica do pensamento ocidental demonstra hoje lacunas e dissoluções. O que pode ocupar este lugar? Qual a razão ou quais as razões que podem ocupar positivamente lugar junto à razão em crise? 

6.Diversidade/pluralidade e unidade, imanência e transcendência, panenteísmo e alteridades, exclusividade e inclusividade, estas dialéticas que se expressam na narrativa, na poética, na ética, tem futuro nas teologias com hermenêuticas de libertação que necessitamos?

7. Uma epistemologia de pontes, de contatos entre as diversas teologias, constituindo uma “koiné” na atual planetarização, é possível?

Desenvolver desafios nos quais nos sintamos todos e todas comprometidos de forma planetária e libertadora, sem deixar os compromissos regionais, confessionais, institucionais, culturais, que também sejam libertadores, e indicar ensaios epistemológicos e metodológicos que ajudem, esta parece ser a vocação de um fórum mundial.  

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