Chile. Gabriel Boric, o ex-líder estudantil que quer acabar com o neoliberalismo

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23 Novembro 2021

 

Forjado nas lutas estudantis, depois, tornando-se deputado, o esquerdista Gabriel Boric, com apenas 35 anos, é o candidato mais jovem de todos os candidatos à presidência do Chile e o que melhor encarna a mudança geracional demandada nos multitudinários protestos de 2019. Ecologista, feminista e crítico acérrimo do modelo neoliberal instalado durante a ditadura militar (1973-1990) e consolidado depois na transição, possivelmente é também quem oferece a agenda mais profunda de mudanças.

 

A reportagem é publicada por Página/12, 22-11-2021. A tradução é do Cepat.

 

Boric nasceu em 11 de fevereiro de 1986, em Punta Arenas, a cidade mais ao sul do Chile, onde realizou estudos primários e secundários no British School. Em 2004, passou a estudar Direito na Universidade do Chile. Durante esse período universitário, foi professor assistente nas disciplinas de Teoria da Justiça, História Institucional do Chile e Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Seu vínculo com o mundo político começou nessa casa de estudos, onde entrou para o coletivo Esquerda Autônoma. Em 2008, foi eleito conselheiro da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech) e em 2010 foi presidente do Centro de Estudantes de Direito dessa mesma casa de estudos.

Em 2011, as três máximas referências da rebelião estudantil de 2006 (Camila Vallejo, Giorgio Jackson e Boric) decidiram sair como candidatos a deputados, os dois primeiros pela coalizão Nova Maioria, liderada pela ex-presidente Michelle Bachellet, e Boric por fora, como militante do Esquerda Autônoma. Em seu trabalho como legislador sempre buscou uma sintonia com Jackson e Vallejo e, depois, com a jovem comunista Karol Cariola, promovendo propostas disruptivas do status quo no hemiciclo.

Em 2016, Boric fundou o Movimento Autonomista, com o objetivo de configurar uma renovação da esquerda doutrinária chilena e acelerar o surgimento de uma alternativa por fora das duas coalizões que hegemonizavam o sistema político e governaram todo o período pós-ditadura.

Para a primária presidencial deste ano, competiu com o favorito Daniel Jadue, que rompeu com as facções da ex-Nova Maioria que apoiou o segundo governo de Bachelet e se uniu a setores da Frente Ampla (FA) para formar Aprovo Dignidade. Contra todos os prognósticos, Boric se impôs com mais de 20 pontos percentuais de diferença e se tornou o candidato mais votado das primárias de todas as forças.

Sua campanha política se concentrou na ampliação de direitos, na descentralização do país, no ambientalismo, no fim da herança institucional da ditadura e no respeito aos povos originários, muitas das reivindicações centrais da revolta social de 2019 e da agenda atual da Convenção Constituinte.

Em julho passado, o candidato de esquerda deixou bem claro seu objetivo em caso de chegar à presidência. “Se o Chile foi o berço do neoliberalismo na América Latina, também será o seu túmulo”.

 

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