Amazônia tem 3º maior número de queimadas desde 2010 em agosto

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03 Setembro 2021

 

Cifra só perde para os anos de 2019 e 2020 e está acima da média histórica registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE.

A reportagem é de Cristiane Prizibisczki, publicada por ((o))eco, 01-09-2021.

A Amazônia registrou em agosto 28.060 focos de queimadas, segundo dados atualizados na noite da última terça-feira (31) pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O número está acima da média histórica, que é de 26.663 focos para agosto. Este é o terceiro maior índice para o período desde 2010, perdendo apenas para 2019 (30.900) e 2020 (29.307).

No ranking dos estados, o Amazonas encabeça a lista, com 8.588 focos, o que representa 30,6% do total. Com a cifra, o estado bateu o recorde histórico para o mês nesta unidade da federação.

Amazonas é seguido pelo Pará, com 7.853 (28%), Rondônia, com 4.319 focos (15%), Mato Grosso, com 3.765 focos (13%), Acre, com 3.185 (11%), Maranhão, com 267 focos (1%), Tocantins, com 45 focos (0,2%), Amapá, 19 focos (0,1%) e Roraima, também com 19 focos (0,1%).

A alta no número de focos acontece em meio à proibição do uso do fogo, decretada pelo Governo Federal no dia 29 de junho. Pelo documento, nenhuma queima está autorizada até o final de outubro na Amazônia ou Pantanal. Nos demais biomas, somente em casos autorizados pelo órgão ambiental responsável.

Em relação aos focos de queimada acumulados desde o começo do ano até 31 de agosto, a Amazônia soma 39.427 registros. Em 2020, o mesmo período teve 44.013 focos de queimada.

 

Outros biomas

 

De modo geral, Cerrado, Caatinga, Pampa, e Mata Atlântica já enfrentam, no acumulado parcial do ano, números maiores de focos de incêndio quando comparado ao mesmo período em 2020.

O Cerrado é o bioma que mais tem sofrido com as queimadas. Somente em agosto, foram contabilizados 15.043 focos de calor. No acumulado parcial, relativo aos oito primeiros meses do ano, são 31.566 focos, contra 24.205 contabilizados no mesmo período do ano passado, uma alta de 30%.

A Mata Atlântica vem em segundo lugar no ranking, com 5.087 focos de calor em agosto. No acumulado do ano, são 11.659 focos, contra 9.668 em 2020, uma alta de 20%. O número de focos registrado no bioma até o momento já é maior do que todos os focos contabilizados nos doze meses dos anos de 2013 (11.388) e 2018 (11.298).

A Caatinga registrou em agosto 1.793 focos. No acumulado parcial, foram 3.903 focos, contra 1.643 contabilizados no mesmo período do ano passado, uma alta de 137%.

O Pampa registrou 223 focos de calor até 31 de agosto, contabilizando 991 focos no acumulado parcial do ano. No mesmo período do ano passado, foram 1.447 focos, uma redução de 31%.

O Pantanal contabilizou no período 1.505 focos, valor abaixo da média para o mês. No acumulado do ano, foram 2.384 focos. No ano passado, quando mais de 40% do bioma foi perdido para os incêndios, 10.153 focos haviam sido registrados no mesmo período (janeiro a agosto), o que representa uma redução de 76%.

 

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