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03 Agosto 2021

 

Guardem esta palavra: metaverso. De agora em diante, no mundo digital, vocês a encontrarão com cada vez mais frequência. Na realidade, muitos de vocês já a encontraram há cerca de 30 anos. Ou seja, quando o termo foi cunhado por Neal Stephenson no romance de ficção científica “Snow Crash”, de 1992.

A reportagem é de Gigio Rancilio, publicada por Avvenire, 30-07-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Naquele livro, o metaverso era descrito como uma espécie de realidade virtual da internet, em que as pessoas eram representadas em três dimensões por meio de imagens escolhidas por elas (os chamados avatares). No metaverso, cada um podia realizar todas as coisas em 3D: escritórios, casas, clubes, discotecas, lojas, resorts etc.

Se, neste ponto, algum de vocês pensou no Second Life, prova que tem uma boa memória. Onze anos depois do romance de Neal Stephenson, de fato, foi lançada a plataforma Second Life, que lembrava o metaverso em muitos aspectos. Foram necessários alguns anos, mas ela obteve um discreto sucesso, conquistando várias empresas de prestígio e até universidades que nela abriram sedes virtuais. Depois, os usuários, por mil razões, se cansaram, e aquele mundo virtual que prometia maravilhas e gerava questionamentos saiu de moda e entrou em crise.

Parecia que tudo havia acabado, mas, na realidade, a ideia de um mundo virtual em que as pessoas interagem com cada vez mais eficácia nunca desapareceu. Recentemente, vimos isso crescer também em jogos como o Fortnite (em que foram realizados encontros e shows de sucesso) e o Animal Crossing New Horizons, e há poucas semanas até mesmo um gigante como o Google deu um passo importante nessa direção, ao anunciar um sistema revolucionário de videochamadas em 3D.

Há poucos dias, Mark Zuckerberg fez o mesmo, declarando que o Facebook (ou seja, um gigante que inclui também o Instagram, o Messenger, o WhatsApp e dezenas de outras empresas) vai se dirigir cada vez mais para o metaverso, isto é, para a construção de uma internet em que o virtual e o real estarão cada vez mais conectados.

Não será uma nova plataforma como o Second Life. A realidade virtual do novo metaverso não terá um único proprietário, mas diversos gigantes que o trarão com cada vez mais força para as nossas vidas.

Mencionamos há algumas semanas neste espaço: por exemplo, as reuniões virtuais não serão mais “planas” em estilo Zoom, mas se tornarão tridimensionais, dando-nos a possibilidade de nos comunicarmos com as pessoas como se realmente estivéssemos frente a frente ou como se a reunião estivesse sendo realizada em uma sala física. Os escritórios também se tornarão assim. E uma parte dos espetáculos, das atividades lúdicas em grupo e qualquer outra coisa que vocês possam imaginar terão cada vez mais partes e espaços em que o virtual e o real se encontrarão.

Dou outro pequeno exemplo. Quando telefonarmos para um amigo ou um familiar, não ouviremos apenas a sua voz ou, no máximo, veremos a sua imagem como acontece agora, mas vamos nos sentar virtualmente ao lado dele, talvez na sua sala de estar.

Em suma, enquanto nós estamos ainda elaborando, em certos aspectos, a aceleração digital à qual a pandemia nos impulsionou, e enquanto alguns de nós esperávamos ter arquivado para sempre os encontros online em favor dos presenciais, os gigantes do digital nos enviam uma mensagem muito clara: o futuro da rede provavelmente será mais divertido e mais cômodo em diversos aspectos, mas trará consigo uma nova revolução nas relações humanas e nas nossas vidas.

Será cada vez mais difícil separar o virtual do real. Provavelmente, ao contrário do metaverso original, estaremos todos em cores, mas as diferenças econômicas e de meios se farão sentir mais uma vez.

 

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