O chefe dos serviços de inteligência da Coreia do Sul está trabalhando para a visita do Papa Francisco à Coreia do Norte

Mais Lidos

  • Varsóvia e Gaza: 80 anos depois, dois guetos e o mesmo nazismo... e a mídia finge não ver o Terror de Estado de Netanyahu. Artigo de Luiz Cláudio Cunha

    LER MAIS
  • Garimpo e barbárie: uma história de genocídio e de luta dos Yanomami. Artigo de Gabriel Vilardi

    LER MAIS
  • Fogo atinge floresta da TI Yanomami e Hutukara pede providências

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

07 Julho 2021

 

Park Jie-won, chefe dos serviços de inteligência da Coreia do Sul, declarou que está trabalhando para uma possível visita do Papa Francisco à Coreia do Norte, conforme confirmam fontes locais de Fides, que participaram ontem, 6 de julho, de uma Eucaristia católica em Mokpo, na província meridional de Jeolla. Park Jie-won, diretor do "Serviço Nacional de Inteligência", informou que teria se encontrado com o Arcebispo Kim Hee-jung e o Núncio Apostólico na Coreia do Sul, o arcebispo Alfred Xuereb, para falar sobre a visita do Papa Francisco a Pyongyang. A missa a que Park participou foi celebrada em homenagem à igreja católica de Sanjeong-dong, em Mokpo, elevada pela Santa Sé ao título de "basílica menor", a primeira igreja da Coreia do Sul a receber este título. Cerca de 200 pessoas participaram da celebração presidida pelo arcebispo Kim Hee-jung, em cumprimento às medidas anti-Covid.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 06-07-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Park Jie-won no passado foi eleito no parlamento em representação do colégio eleitoral de Mokpo. Ele assumiu o cargo de chefe do Serviço Nacional de Inteligência em julho passado. Foi secretário presidencial do presidente Kim Dae-jung (no cargo de 1998 a 2003, e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2000) e, durante sua administração, desempenhou um papel fundamental na organização da primeira cúpula intercoreana entre líderes sul-coreanos e norte-coreanos em junho de 2000. Naquele governo também foi Ministro da Cultura, do Esporte e do Turismo.

O padre Dinh Anh Nhue Nguyen, diretor da Agência Fides e Secretário Geral da Pontifícia União Missionária, comenta: “Estamos em comunhão espiritual com a Igreja na Coreia e rezamos pela paz e a reconciliação na península. Ao lado de todos os fiéis coreanos, esperamos que, se for a vontade de Deus, o Papa Francisco possa visitar a Coreia do Norte para iniciar uma nova era de paz. Sua visita seria não tanto um ponto de chegada, mas um ponto de partida para um tempo de reconciliação, harmonia, unidade, em nome do Evangelho. Seria um momento de graça e bênção para toda a península”.

Em uma recente entrevista à Agência Fides, o novo Prefeito da Congregação para o Clero, D. Lázaro You Heung-sik, atual Bispo de Daejon, explicou: “Em outubro de 2018, quando o Presidente da República da Coreia, Moon Jae-in foi recebido pelo Papa Francisco em audiência, transmitiu ao Papa um convite de Kim Jong-un, líder da República Popular Democrática da Coreia, para uma possível viagem apostólica àquela nação. O Papa respondeu então que estava disponível para visitar a Coreia do Norte, no momento em que recebesse um convite formal das autoridades de Pyongyang.

Quando soube da disponibilidade do Santo Padre, fiquei muito comovido. Desde então, tenho rezado constantemente para que seja feita a visita do Papa à Coreia Norte. Quase dez milhões de coreanos vivem em separação forçada devido à divisão entre o Sul e o Norte. O confronto que existe na Península Coreana é um dos maiores sofrimentos da humanidade de hoje. Observe-se que a área chamada 'Zona Desmilitarizada' (DMZ) entre o Sul e o Norte é ironicamente a zona mais militarizada do mundo. Estou convencido de que uma eventual visita a Pyongyang pode representar uma virada, que permitirá a nós coreanos dialogar e nos entender melhor, começando pelas pequenas coisas para terminar nas grandes, e quem sabe até chegar à reunificação do Sul e do Norte. Em termos concretos, a mediação do Santo Padre poderia ser uma ocasião propícia para pôr fim ao conflito, fruto da desconfiança mútua entre as duas partes da Península, que se prolongou há muitas décadas. Rezo e procuro fazer o que posso, na esperança de ver se abrir pelo menos uma pequena fresta para que possamos nos entender, superando a atual situação de tensão e oposição. Humanamente parece haver pouca esperança, mas como Deus é onipotente, procuro, orando a Ele, acolher tudo o que possa ser útil para a promoção da paz”.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O chefe dos serviços de inteligência da Coreia do Sul está trabalhando para a visita do Papa Francisco à Coreia do Norte - Instituto Humanitas Unisinos - IHU