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25 Junho 2021

 

Cesar Benjamin

O caso das vacinas indianas é escabroso. Pode derrubar o governo.

O funcionário do Ministério da Saúde diz que foi pressionado a assinar uma documentação completamente ilegal para que a transação se consumasse rapidamente.

Quem o pressionou? Três coronéis do Exército que estão dando expediente no Ministério da Saúde, com salários dobrados.

Isso é grave.

O menor número de casos de corrupção nas Forças Armadas deve-se apenas ao fato de que, normalmente, a atividade delas é mais preservada. Se combatessem o crime cotidianamente, se tornariam como as PMs. Se ficarem em cargos governamentais de chefia, manejando todo tipo de verba, se corromperão como os políticos.

Este é um bom motivo para retirar da administração civil os 6 mil oficiais que Bolsonaro colocou lá. Para preservar as Forças Armadas.

Armas pesadas e corrupção é uma mistura que destrói a República.

 

Domingos Roberto Todero

REINALDO AZEVEDO - Compra da Covaxin: tem jeito, cheiro e cara de corrupção. Será corrupção?

Xiii...

Até havia pouco, a CPI da Covid investigava delírios imateriais, que resultaram, no entanto, em milhares de mortos. Havia a evidência de que negacionistas, ideólogos do fim do mundo e vigaristas morais se juntaram para matar meio milhão de pessoas. Esse ambiente já tétrico começa a ser empestado pela suspeita da corrupção.

Reportagem publicada pelo Estadão traz um dado eloquente. Reproduzo um trecho:

"Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante. Telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado, ao qual o Estadão teve acesso, informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose).

Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia "custaria menos do que uma garrafa de água". Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) - a mais cara das seis vacinas compradas até agora."

(...)

Qual é o busílis? O Brasil comprou todas as vacinas diretamente com os laboratórios, sem intermediários. A exceção é a Covaxin, que tem a empresa Precisa como intermediária. Francisco Maximiano, um de seus sócios, teve os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados pela CPI. É uma empresa com história: em agosto do ano passado, foi alvo de uma ação do Ministério Público do DF. O órgão acusa a secretaria de Saúde de tê-la beneficiado numa compra fraudulenta de testes rápidos. O favorecimento indevido teria sido de R$ 21 milhões.

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Pois é, pois é... Bolsonaro bate no peito para dizer que não há corrupção na sua gestão e acusa governos estaduais de terem desviado recursos que seriam destinados à Saúde. A Precisa é sócia da Global, também investigada pela Justiça Federal do DF por ter recebido R$ 20 milhões por remédios que nunca foram entregues.

As suspeitas vão se amontoando. O contrato para a compra da Covaxin, que nem havia concluído a fase três de testes, foi fechado no dia 25 de fevereiro, antes de selar os acordos com a Pfizer e com a Janssen.

PRESSÕES

Já se sabe que o presidente fez esforços pessoais em favor da compra da vacina indiana e também de insumos para a fabricação no país de hidroxicloroquina.

Reportagem da Folha informa:

"Integrantes da cúpula da CPI da Covid pretendem convocar o tenente-coronel Alex Lial Marinho, apontado em um depoimento como um dos autores de pressão sobre um servidor do Ministério da Saúde para agilizar a liberação da Covaxin durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde). Também já foi apresentado requerimento para a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático do militar, homem de confiança de Pazuello e do ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco.

Reportagem da Folha revelou o teor do depoimento que um funcionário da pasta prestou ao Ministério Público Federal em que relata uma pressão atípica para a liberação da importação da Covaxin, vacina desenvolvida pela indiana Bharat Biotech e representada no Brasil pela Precisa Medicamentos. A oitiva foi enviada à CPI da Covid junto com o inquérito de qual faz parte. Na avaliação de senadores, o depoimento representa o indício mais robusto de que o governo pode ter atuado em favor de uma empresa, no caso, a Precisa. Na noite de sexta-feira (18), a reportagem questionou o centro de comunicação social do Exército sobre a citação ao tenente-coronel Marinho, mas não houve resposta.

O contrato para a compra da Covaxin foi celebrado entre o Ministério da Saúde e a Precisa no fim de fevereiro, ao custo de R$ 1,6 bilhão. Estão previstas 20 milhões de doses e, segundo as cláusulas do documento, os lotes já deveriam ter sido entregues ao Brasil."

"Essa é a terceira fase da CPI, investigar o acumpliciamento existente entre agentes privados e agentes públicos para a aquisição de vacinas e para beneficiar empresas produtoras de hidroxicloroquina. Já constatamos muita coisa: que houve omissão para imunizar os brasileiros, que houve deliberadamente a estruturação de um gabinete paralelo negacionista, só não sabíamos é que tinha corrupção na história. Agora estamos descobrindo que também houve isso", afirmou à Folha o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

PREÇO INTERNACIONAL

Vamos ver. A Covaxin está sendo aplicada em outros países -- e, por óbvio, também na Índia. Em abril, tomar uma vacina num hospital privado da Índia, que aplicava a Covaxin ou o AstraZeneca, custava 250 rupias indianas -- mais ou menos R$ 20.

O Brasil comprou 20 milhões de doses a US$ 15 — R$ 80,70 quando se fechou o acordo.

Se aconteceu o que parece ao menos ter acontecido, estamos realmente no território do inimaginável:

- sabota-se uma vacina, a Coronavac, desenvolvida com um parceiro brasileiro;

- ignoram-se as ofertas da Pfizer, quando o país poderia ter sido uma das vitrines do imunizante;

- acelera-se a compra bilionária de um imunizante que é, digamos, polêmico, empregando como intermediária -- sem qualquer processo de seleção -- uma empresa investigada no Distrito Federal, que tem como sócia outra empresa, também investigada.

É nesse país de patriotas que temos quase 503 mil mortos, abrindo a contagem para os 600 mil.

Compra da Covaxin: tem jeito, cheiro e cara de corrupção. Será corrupção? Disponível aqui.

 

Adriano Pilatti

Muita lenha está queimando nas fogueiras planaltinas nesta noite de São João. E amanhã é dia de estourar pipoca, para acompanhar um depoimento que pode ser decisivo, na CPI do Genocídio, para o desenrolar da crise política, institucional e humanitária que vivemos.

Numa sociedade em que a vida da imensa maioria parece não valer absolutamente nada, não é incompreensível que o elemento catalisador da “indignação pública” possa ser mais facilmente a corrupção do que a matança. Sobretudo nas faixas de opinião que integram o eleitorado vencedor em 2018. E a súbita aparição dos tais irmãos Miranda traz consigo a possibilidade de caracterização de uma situação de improbidade que pode detonar a ruptura, ainda que parcial, da rede de apoio ao governo do extermínio, já em franca queda de popularidade. Dependendo do que tiverem a entregar, tal possibilidade pode se transformar numa probabilidade.

Fato: a controvertida aquisição das vacinas Covaxin foi a única feita com intermediação, e de uma empresa com ficha suja no campo das contratações públicas. Fato: esta foi também a única aquisição em que Bolsorona se empenhou diretamente, e de forma intensa. Fato: tal aquisição foi a mais cara de todas as contratadas. Fato: existem testemunhas dispostas a afirmar que Bolsorona prevaricou. Fato: a isso se reúne uma série de indícios, em práticas administrativas e atos legislativos que, ordenados numa linha do tempo, tornam verossímil a denúncia a ser confirmada na CPI amanhã.

Se confirmada a denúncia, abre-se uma brecha para a destituição do desgoverno. Nesse sentido, os irmãos Miranda podem desempenhar papel semelhante ao do motorista presidencial Eriberto na crise do governo Collor. Para não citar exemplos mais recentes.

De um modo ou de outro, num país em que apenas a violência, a exploração e a injustiça não são “por enquanto”, por enquanto podemos dizer que os dados voltaram a rolar. Esta noite ninguém dorme no Alvorada e arredores. Anarriê.

 

Moisés Mendes

É quase certo que Onyx Lorenzoni não será preso por fazer ameaças e tentar intimidar os irmãos Miranda, testemunhas da CPI do Genocídio.

Mas já faz bem o simples aviso de Renan Calheiros de que o deputado replay de caixa dois pode ser encarcerado.

Ver e ouvir Renan Calheiros na TV, ameaçando Onyx com cadeia, é impagável. Eu já revi umas 10 vezes.

 

Jaime C. Patias

Epidemiologista diz à CPI da Covid que cerca de 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas. Disponível aqui.

Pedro Hallal afirmou média de mortes no país é superior ao resto do mundo e listou fatores que prejudicaram o Brasil, como desestímulo do presidente ao uso de máscaras e atraso na compra de vacinas.

 

Daniel Adams Boeira

FOI DOBRADA A APOSTA

Meu avô materno que tinha aversão a ostentação, exibição e espetáculos de vaidade e arrogância, dizia sempre que quanto maior a árvore, maior o tombo. Porque há um machado pronto e feito sob medida para aqueles que tentam ser superiores aos demais seres humanos e que dão exibições de soberba.

No pôquer da política nacional o deputado denunciante sofreu coação e ameaças em rede nacional ontem. Todo mundo viu. Pois bem, pagou para ver. Com um único porém, ele não está pagando sozinho. Tem muita gente pagando para ver já essa parada.

Sexta feira a CPI do Bolsonaro vai ter a maior audiência de 2021.

Apareceu o Francenildo....

 

Idelber Avelar

Levantamento Ipec, 2.002 pessoas, 141 municípios, publicação de hoje, pesquisa feita de 17 a 21 de junho, margem de erro 2 pontos.

A curva é clara.

É certo que não há precedente de impeachment de presidente que ainda tivesse 23% de ótimo/bom, ou 30% de aprovação (dependendo de qual das duas perguntas você escolha tomar). Mas também é certo que não havia precedente de presidente ativamente tomando, em sequência, atitudes que tivessem o objetivo de matar, de multiplicar mortes.

Faltam agora líderes políticos com coragem para fazer o que deve ser feito: impeachment, tirar Bolsonaro, garantir eleições tranquilas em 22.

#ForaBolsonaro.

 

Moisés Mendes 

 

Cesar Benjamin

Via Carlos Marchi. Uma história sensacional: um computador treinado para pintar como Rembrandt e recompor o quadro original.

"Povo civilizado é outra coisa, bem diferente dos rudes trópicos.

O espetacular Rijksmuseum (pronuncia-se "récs") - que eu amo de paixão - acaba de fazer um trabalho extraordinário.

A principal atração do Rijks é a tela "A ronda da noite" ("The night's watch"), que eu amo.

Tanto que ela foi personagem de meu livro "Todo aquele imenso mar de liberdade", a biografia de Castelinho (que também amava a "Ronda").

A tela foi encomendada a Rembrandt em 1639 pela Corporação dos Arcabuzeiros de Amsterdam para decorar a sua sede.

"The night's watch" hoje tem dimensões de 3,63m x 4,37m, mas originalmente tinha 3,80m x 4,54m.

Incrivelmente, a tela magnífica foi cortada em 1715 para caber numa parede da Câmara Municipal de Amsterdam.

Foram-lhe desbastadas as orlas dos dois lados e em cima.

Só que o capitão Frans Bannink Cocq, que está no centro da ação, encomendou a Gerrit Lundens uma versão menor da tela total.

E esta versão sobrevive até hoje. Com base nela, o Rijks operou um programa de computador para reproduzir as partes cortadas.

E acrescentá-las ao quadro magnífico exposto no seu principal salão.

Há povos que usam o computador com inteligência. E há pessoas que usam o avanço computacional para enganar seu povo."

 

Julio Renato Lancellotti

Cama do irmão em situação de rua , no momento em que foi trabalhar no farol . @daniel_kfouri

 

Rosane Pavam

 

Idelber Avelar

Alexandre de Moraes autorizou o envio do celular de Salles aos EUA para quebra da senha. A pergunta é: e o passaporte de Salles, não foi retido até agora por quê? Investigado no STF ele é.
 

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