A cada dia morre um jornalista por covid no Brasil

Foto: Semcom PM Manaus Cemitério/Marcio James

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Junho 2021

 

A covid-19 mata, em média, um jornalista por dia. É o que mostra levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), divulgada em 20 de maio. De 1º de janeiro a 31 de abril, a pandemia acabou com a vida de 124 jornalistas, o que dá uma média de 31 óbitos por mês. Desde o início da pandemia, 213 comunicadores não resistiram à doença.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Embora já desatualizada com o crescimento de casos, a organização Press Emblem Campaign, com sede em Genebra, na Suíça, colocava, em março, o Brasil no topo da lista macabra de jornalistas mortos por covid, seguido pelo Peru e o México. Na data, a América Latina contabilizava 460 casos de óbitos de jornalistas pela doença.

Como atividade essencial, buscando informações na “linha de frente”, jornalistas estão expostos a contágios. “Os profissionais da mídia têm um papel importante a desempenhar na luta contra o vírus. A segurança deles está particularmente em risco em meio à crise, pela necessidade de trabalhar no campo”, manifesta a Press Campaign. “Vários morreram por falta de medidas de proteção adequadas ao fazerem o seu trabalho”, avalia a organização.

Na Bahia, profissionais da imprensa com idade acima de 39 anos, incluídos fotógrafos, cinegrafistas e blogueiros de blogs noticiosos, foram adicionados ao grupo de risco e passaram a receber a vacina de prevenção à covid-19 no início de junho. A vacinação do grupo é dirigida a todos os profissionais do Estado, desde que sejam registrados, apresentem a carteira profissional ou da empresa onde trabalham. Também jornalistas de São Luís, Maranhão, e Cuiabá, Mato Grosso, receberam a primeira dose da vacina ainda no final de maio.

Leia mais