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20 Mai 2021

 

A vacinação contra a Covid é uma confusão geral. Bolsonaro é o grande responsável

“O racionamento de vacinas nos obriga a distribuí-las segundo critérios que precisam levar em conta o risco de contrair o vírus e a probabilidade de desenvolver as formas mais agressivas da doença, tarefa que sempre coube ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), reconhecido como um dos mais atuantes e bem organizados do mundo” – Drauzio Varella, médico – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Desastre

“O problema é que o PNI foi desestruturado no governo atual. A entrega da cúpula do Ministério da Saúde a pessoas que entendem tanto de campanhas de vacinação quanto eu de canhões e submetralhadoras foi um desastre” – Drauzio Varella, médico – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Bolsonaro é o grande responsável pela bateção de cabeça na vacinação

“A decisão de combater uma epidemia é um ato político, responsabilidade inalienável do presidente da República, a autoridade máxima do país. Ele é o responsável maior, seguido pelos governadores e os prefeitos, uma vez que a administração do SUS é tripartite” – Drauzio Varella, médico – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Burocracia da morte

“Não há dúvida de que "a essência" do morticínio, nos ensina Hannah Arendt sobre o nazista Adolf Eichmann, é "transformar homens em funcionários e meras engrenagens." Pazuello encarna a banalidade do mal, porque finge não ver que atos e omissões suas são a própria razão pela qual estas mortes existem. Pois são. É graças à burocracia científica que temos a vacina a nos salvar todos os dias. Por Pazuello, teríamos apenas a burocracia da morte” – Thiago Amparo, advogado, professor de direito internacional e direitos humanos na FGV Direito SP. Doutor pela Central European University (Budapeste) – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Precisamos respirar

“Pazuello é o arquiteto da burocracia onde se morre de sufocamento fingindo ser um mero soldado a cumprir ordens de ninguém. Responsabilizá-lo é necessário para que possamos respirar” – Thiago Amparo, advogado, professor de direito internacional e direitos humanos na FGV Direito SP. Doutor pela Central European University (Budapeste) – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Admissão de culpa

“Eduardo Pazuello prestou um serviço à CPI da Covid. No primeiro dia de depoimento do general, os senadores queriam saber detalhes sobre a sabotagem do governo à negociação de vacinas e sobre a tentativa de empurrar cloroquina para a população. O ex-ministro mentiu tanto sobre esses assuntos que praticamente entregou aos investigadores uma admissão de culpa” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Originalidade da malícia e a engenhosidade da agressão

“Entre olhares de incredubilidade, entre ouvidos cansados ou abetumados da nação, tudo, para o ex-ministro, “é simples de entender”, da recusa da compra das vacinas da Pfizer por causa de “cinco cláusulas assustadoras” até a condução criminosa perante o colapso de Manaus. Churchill, sobre Hitler, dizia que o tirano usava da “originalidade da malícia” e da “engenhosidade da agressão”. Os membros da CPI precisam desde já resolver como pretendem que o relatório do inquérito seja lido no futuro, se será uma peça do engenho em cartaz ou um documento histórico de rigorosa precisão” – Mário Scheffer, jornalista – O Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Muro no caminho

“O governo e os governistas comemoraram duplamente a performance de Eduardo Pazuello na CPI: botou um muro no caminho mais curto até o clã Bolsonaro e dividiu as atenções da imprensa e dos brasileiros com a operação da PF que mira o ministro Ricardo Salles. O “Dia D”, por ora, frustrou quem tinha expectativas de um depoimento quente e cheio de novidades. Para a cúpula da CPI, o ex-ministro da Saúde estava bem preparado e confiante (até demais), escorado na possibilidade de se calar com o habeas corpus concedido pelo Supremo” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Menos mal

“A visão do Planalto é mais ou menos esta: melhor as atenções estarem voltadas para Pazuello porque o desgaste da CPI está precificado e não comove o bolsonarista raiz. Já as graves suspeitas contra Salles atingem em cheio o discurso anticorrupção….” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Demitido ou preso

“Brasil, 2021. Ninguém sabe se o ministro do Meio Ambiente vai terminar a semana no cargo, demitido ou preso” - Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, sobre a operação da PF contra Ricardo Salles – O Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Pé no…

“Presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), Natalia Pasternak diz que a flexibilização em São Paulo, “com a chegada do inverno e números ainda expressivos de casos e óbitos, pode ser um tiro no próprio pé” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

…freio.

“Não é momento de relaxar, mas de intensificar as medidas, com boas campanhas para evitar aglomerações e uso de máscaras”, afirma a cientista” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

Universidade bombardeada como inimiga do País

“A todo momento a Lei de Segurança Nacional tem sido brandida contra jornalistas, chargistas, artistas e intelectuais. Em março, dois professores da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal e Eraldo dos Santos Pinheiro, foram constrangidos a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por terem criticado o governo federal. Em níveis diversos, proliferam os torniquetes orçamentários contra a educação superior, que prejudicam mais o campo das humanidades, justamente onde mais pipocam ideias críticas e incômodas. As investigações policiais que atingem a administração universitária se paramentam de notas sensacionalistas e espetaculosas, como a primeira fase da Operação Torre de Marfim (o nome escolhido já diz tudo acerca de uma certa sanha antiacadêmica), cuja prepotência trouxe de arrasto a tragédia, com o suicídio do então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, em 2017. Naquele ano, o cerco em torno de pesquisadores, cientistas e intelectuais ligados à educação superior no Brasil crescia em brutalidade e arrogância, numa trilha de retórica violenta que em 2018 desfraldaria as bandeiras do bolsonarismo. Agora a universidade é bombardeada a todo tempo pelo poder, como se fosse inimiga da Pátria. Nesta hora infeliz, a representação do procurador-geral contra a USP vem piorar o ambiente” – Eugenio Bucci, jornalista, professor da ECA-USP – O Estado de S. Paulo, 20-05-2021.

 

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