Catequista, “ministério tipicamente leigo”

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13 Mai 2021

 

Um ministério ad hoc indispensável. Tão antigo como a Igreja e exercício fundamental da sua missão evangelizadora, o ministério da catequista, que tem as suas raízes no Evangelho, é hoje mais essencial e urgente do que nunca. E é precisamente a partir desta urgência de evangelização no mundo contemporâneo numa cultura globalizada que se situa a Carta Apostólica, na forma do Motu proprio Antiquum ministerium, com a qual o Papa Francisco quis finalmente instituir o ministério do catequista.

A reportagem é de Stefania Falasca, publicada por Avvenire, 12-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Para realizar-se de forma secular e sem cair na clericalização”, ordena, porque, como explica, “é necessário reconhecer a presença dos leigos e leigas que pelo baptismo se sintam chamados a colaborar no serviço da catequese, sem diminuir em nada a missão própria do Bispo – de ser o primeiro Catequista na sua diocese, juntamente com o presbitério que partilha com ele a mesma solicitude pastoral – nem a responsabilidade peculiar dos pais relativamente à formação cristã dos seus filhos”. É “olhar para a vida das primeiras comunidades cristãs, que se empenharam na difusão e progresso do Evangelho" a estimular "também hoje a Igreja a perceber quais possam ser as novas expressões para continuarmos a permanecer fiéis à Palavra do Senhor, a fim de fazer chegar o seu Evangelho a toda criatura", escreve o Papa Francisco.

“Desde os seus primórdios, a comunidade cristã conheceu uma forma difusa de ministerialidade, concretizada no serviço de homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram a sua vida à edificação da Igreja. Os carismas, que o Espírito nunca deixou de infundir nos batizados, tomaram em certos momentos uma forma visível e palpável de serviço à comunidade cristã nas suas múltiplas expressões, chegando ao ponto de ser reconhecido como uma diaconia indispensável para a comunidade”. Toda a história da evangelização de dois milênios mostra, além disso, com grande evidência "quanto tenha sido eficaz a missão dos catequistas.

Além disso, o Papa Francisco frisou que se pode “esquecer a multidão incontável de leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequístico”. Como a longa série de beatos, santos e mártires catequistas que marcaram a missão da Igreja merece "ser conhecida, pois constitui uma fonte fecunda não só para a catequese, mas para toda a história da espiritualidade cristã". E, como hoje, “muitos catequistas competentes e perseverantes que estão à frente de comunidades em diferentes regiões, realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé”.

O Papa, que cresceu com o Concílio e cultivou as sementes dos ministérios propostos pelo Concílio, destaca como precisamente desde o Concílio Ecumênico Vaticano II a Igreja tenha sentido com renovada consciência a importância do empenho do laicado na obra de evangelização. “Os padres conciliares - escreve Francisco - reafirmaram várias vezes a grande necessidade que há, tanto para a implantação da Igreja como para o crescimento da comunidade cristã, do envolvimento direto dos fiéis leigos nas várias formas em que se pode exprimir o seu carisma... Hoje em dia, em razão da escassez de clero para evangelizar tão grandes multidões e exercer o ministério pastoral, o ofício dos catequistas tem muitíssima importância”.

Hoje, para o Papa, a presença do catequista “torna-se ainda mais urgente pela renovada consciência da evangelização no mundo contemporâneo, e pela imposição de uma cultura globalizada, que requer um encontro autêntico com as jovens gerações, sem esquecer a exigência de metodologias. e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária que a Igreja abraçou”.

Existem duas condições indispensáveis para que a Igreja possa cumprir a sua missão no mundo: “Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente”. O Papa cita a constituição conciliar Lumen gentium para ilustrar a responsabilidade e a "função especial desempenhada pelo catequista". Daí o seu perfil que “é, simultaneamente, testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja”. “Uma identidade vocacional que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade”, afirma o documento.

Por isso, convém que “ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese”. O ministério é reconhecido como um "serviço estável prestado à Igreja local" que requer "o devido discernimento por parte do bispo" e é instituído com um Rito especial que em breve será publicado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

 

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