Netflix usa Jesus para combater porte de armas nos EUA e ofende cristianismo

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08 Abril 2021

 

Setores religiosos dos Estados Unidos estão indignados com a terceira temporada de “Paradise PD”, uma séria animada da Netflix, lançada no dia 12 de março. No desenho animado Cristo se desprende da cruz portando duas metralhadoras e mata todos/as que estavam nas proximidades para assistirem a sua morte. Depois, Jesus copula com duas mulheres.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Na análise de Karen Townsend, do portal MRC News Busters, a série ridiculariza proprietários de armas brancas. No episódio quatro da série, sob o título de “Trigger Warning” (aviso de gatilho), o chefe de polícia da cidade fictícia de Paradise confessa precisar de uma arma para ter ereções.

Num outro momento, a oficial da cidade, Gina Jabowski, se posiciona contra desarmamentistas: “Estou farto de vocês, liberais, agindo como se as armas fossem a única coisa perigosa na sociedade. A maionese mata pessoas.”

O roteiro ataca defensores de armas, mas também ofende o cristianismo. O chefe da National Rifle Association mostra num passeio por Paradise ao chefe de polícia, a mulher dele, que é prefeita da cidade, e o filho, favorável ao desarmamento, um vídeo à família usando Jesus como suporte para indicar como “as armas fazem um mundo melhor”. No vídeo, Jesus desce da cruz com as metralhadoras e depois vai fazer sexo com mulheres.

A NRA informa, seu chefe, desenvolveu armas inteligentes chamadas Mr. Bang-Bang, e quer que elas sejam obrigatórias para todos os moradores da cidade. As armas assumem a personalidade de seus donos e estão programadas para atirar em qualquer pessoas considerada uma ameaça. Quando um policial negro entra na sala, por exemplo, as armas se voltam contra ele. Esse tipo de arma se torna segura só quando estão sem munição.

Karen conclui que com esse episódio Hollywood tem a intenção de chegar a um acordo sobre o controle de armas nos Estados Unidos, o que significa descartar a Segunda Emenda como irrelevante no mundo de hoje. A Segunda Emenda, aprovada em 15 de dezembro de 1791, protege o direito da população e dos policiais a garantia da legítima defesa, seja por porte de armas ou qualquer equipamento.

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