Os dez mandamentos do Vaticano para ajudar refugiados climáticos

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31 Março 2021

O Vaticano publicou um plano de dez pontos para ajudar as igrejas locais a assumir a “grande emergência” de pessoas forçadas a fugir de suas casas devido à mudança climática.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada por The Tablet, 30-03-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Responder a esta crise, explica o texto, está “no coração de uma Igreja credível e testemunha” e apela às dioceses de todo o mundo para ajudarem os que foram deslocados, aumentar a consciência sobre o problema e fazer lobby junto aos governos.

O documento oferece uma lista de recomendações sobre como influenciar a formulação de políticas, uma vez que descreve as políticas e programas governamentais para os deslocados como “frequentemente inadequados, míopes e influenciados por questões econômicas”.

As recomendações incluem que os padres e líderes paroquiais “falem mais direta e claramente” sobre “nossas razões para amar e aceitar todos os nossos irmãos e irmãs” e que cada conferência episcopal estabeleça uma comissão especial para imigrantes liderada por um diretor nacional.

O guia, intitulado Orientações Pastorais sobre Pessoas Deslocadas pelo Clima, diz que “a migração desnecessária deve ser evitada”, exortando a igreja a encontrar alternativas ao deslocamento, especialmente para os povos indígenas.

Mas até que haja progresso na melhoria das condições de vida nos países de origem para aqueles que consideram fugir, o documento diz: “somos obrigados a respeitar o direito de todos os indivíduos de encontrar um lugar que atenda às suas necessidades básicas e de suas famílias, e onde possam encontrar realização pessoal”.

A pesquisa mostra que entre 2008 e 2018 mais de 253,7 milhões de pessoas foram deslocadas por desastres naturais, enquanto em 2060 as previsões mais otimistas dizem que 316 milhões a 411 milhões estarão vulneráveis a tempestades e inundações costeiras.

Escrevendo no prefácio, o Papa Francisco diz que o grande e crescente número de pessoas deslocadas pelas crises climáticas está rapidamente se tornando “uma grande emergência de nosso tempo”.

Mas muitas vezes, diz ele, a notícia de quem está fugindo de casa terá pouco impacto, a menos que as pessoas sejam tocadas pelo sofrimento envolvido em cada história de uma pessoa forçada a deixar sua casa.

“Sugiro que adaptemos o famoso ‘ser ou não ser’ de Hamlet e afirmemos: ‘Ver ou não ver, eis a questão’”, escreve ele.

“Quando olhamos, o que vemos? Muitos estão sendo devorados em condições que impossibilitam a sobrevivência. Forçadas a abandonar campos e linhas costeiras, casas e aldeias, as pessoas fogem às pressas carregando apenas algumas lembranças e tesouros, restos de sua cultura e herança. Eles partiram com esperança, com o objetivo de reiniciar suas vidas em um lugar seguro. Mas onde a maioria deles acaba são favelas superlotadas ou assentamentos improvisados, à espera do destino”.

Francisco fez da resposta à crise global de refugiados uma das marcas de seu papado, e ele supervisiona pessoalmente a seção de migrantes e refugiados no Dicastério da Santa Sé para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral.

Foi esta seção que produziu o documento mais recente, que segue o texto de orientação do ano passado, que se concentrou nos deslocados internos.

O documento foi apresentado em uma entrevista coletiva no Vaticano em 30 de março por um painel liderado pelo cardeal Michael Czerny, que lidera o trabalho da Santa Sé com os migrantes. Entre os palestrantes do evento estava Maria Madalena Issau, 32 anos, que ingressou no evento remotamente, desde um acampamento para deslocados, há 60 quilômetros da cidade de Beira, em Moçambique.

O cardeal lembrou que o mundo está agora decidindo se vai tomar medidas para proteger ou destruir o planeta, acrescentando: “Somos uma família [humana] em uma casa comum”.

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