Vaticano restringe a missa latina tradicional e suprime as missas privadas na Basílica de São Pedro

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15 Março 2021

 

A Secretaria de Estado do Vaticano publicou uma instrução sobre a celebração de missas na Basílica de São Pedro, suprimindo as missas privadas – celebradas somente com o padre –, e restringindo a celebração da forma extraordinária da missa no rito latino para apenas um altar na cripta da Basílica.

A reportagem é de Gerard O'Connell, publicada por America, 12-03-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A instrução vem da Primeira Seção da Secretaria de Estado, a qual lida com as relações da Igreja e chefiada pelo venezuelano dom Peña Parra. Ele é o terceiro da hierarquia oficial da Cúria Romana e é conhecido como o “substituto” (ou chefe de gabinete).

A instrução, datada de 12 de março, é direcionada a três organismos separados. O primeiro é o “comissário extraordinário da Fábrica de São Pedro”, isto é, a pessoa que o papa nomeou para supervisionar a administração e conservação da basílica. No último mês de junho, o papa indicou dom Mario Giordana como comissário, seu papel é trazer luz sobre a administração da Fábrica e atualizar seu status. O segundo é o “cânone do Capítulo Vaticano” e o terceiro é o “serviço para a celebração litúrgica da basílica”.

O tempo da Quaresma “convida-nos a voltar ao Senhor com todo o nosso coração, dando maior centralidade à escuta da Palavra de Deus e à celebração eucarística”, diz o início da instrução. “Neste sentido, pretendendo assegurar que as Santas Missas na Basílica de São Pedro sejam conduzidas em um clima de recolhimento e decoro litúrgico, doravante está estabelecido o seguinte”.

A instrução apresenta cinco pontos específicos sem explicação para eles, mas seu objetivo parece claro: garantir que haja ordem na celebração da missa na Basílica de São Pedro e que as missas sejam celebradas de acordo com as normas e o espírito da renovação litúrgica do Concílio Vaticano II. Limita estritamente a celebração da forma extraordinária do rito latino na Basílica, deixando claro que seu uso não deve ser a norma.

Uma fonte informada disse que todas as manhãs, os padres (muitos deles que trabalham na Cúria Romana) celebram a missa nos altares laterais da basílica, frequentemente sozinhos e na forma extraordinária. O objetivo do primeiro ponto da instrução é acabar com esta prática de celebrações “solitárias”.

O segundo ponto da instrução estipula que “os padres e os fiéis que vão diariamente à Basílica para a Santa Missa tenham a possibilidade de participar nas seguintes celebrações”, indicando a hora e o local das várias missas: às 7h na Capela do Coro; às 7h30min no Altar da Cadeira; às 8h na Capela do Coro; e às 9h no Altar da Cadeira. Os horários das outras missas permanecem inalterados.

Diz que “por ocasião da memória de um santo, cujos restos mortais estão guardados na basílica, uma das santas missas pode ser celebrada no altar correspondente”. Acrescenta, no entanto, que “aos domingos e nas solenidades, será avaliada a oportunidade de celebrar missas nestes horários”. Este último ponto provavelmente se refere ao fato de que o papa costuma celebrar na basílica aos domingos ou solenidades.

O foco em liturgias maiores e compartilhadas, ao invés de muitas missas solitárias todos os dias, está de acordo com o espírito da renovação litúrgica introduzida pelo Concílio Vaticano II. O objetivo desta instrução é garantir que a liturgia seja celebrada de acordo com as reformas litúrgicas do Vaticano II e se torna bastante claro no terceiro ponto da instrução, que afirma que “as celebrações (das Missas na basílica) devem ser liturgicamente animadas, com o auxílio de leitores e cantores”.

O quarto ponto da instrução aponta que “grupos de peregrinos, acompanhados pelos bispos ou padres (devem) estar assegurados da possibilidade de celebrar a santa missa nas catacumbas do Vaticano”, isto é, nas capelas da cripta da basílica ou ao redor do túmulo de São Pedro.

O quinto ponto da instrução permite a celebração da forma extraordinária do rito latino da missa (essencialmente a Missa pré-Vaticano II) em quatro horários específicos (7h, 7h30min, 8h e 9h) na capela Clementina das catacumbas do Vaticano.

A instrução conclui apontando que “as presentes disposições entrarão em vigor em 22 de março, segunda-feira da quinta semana da Quaresma”.

 

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