O Papa ordena “libertar” a Virgem e os santos da Máfia

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21 Agosto 2020

“Libertar a Virgem da máfia”. Este é o propósito do papa Francisco, o principal inimigo da 'Ndrangheta. E assim disse ao franciscano Stefano Cecchin, presidente da Pontifícia Academia Mariana Internacional, que criou um departamento de análise sobre “religiosidade e crime” na Itália.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 20-08-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A associação celebrará um simpósio no próximo 18 de setembro, como aponta Avvenire, que adianta algumas das palavras do pontífice: “A devoção mariana é um patrimônio religioso-cultural que deve ser salvaguardado em sua pureza original, libertando-a de superestruturas, poderes ou condicionamentos que não respondem aos critérios evangélicos de justiça, liberdade, honestidade e solidariedade”.

A que se refere o Papa? Nem mais, nem menos, que ao uso que distintos clãs mafiosos fazem das procissões e festas aos padroeiros, nas quais demonstram todo seu poder. Assim, não é estranho ver as imagens da Virgem ou dos padroeiros das localidades do sul da Itália “fazer reverência” e “passagem” pela casa do “padrinho”, em sinal de homenagem e reconhecimento do seu poder.

“É necessário que o estilo das manifestações marianas seja conforme à mensagem do Evangelho e aos ensinamentos da Igreja”, escreve Francisco, que convida a demonstrar “o exemplo de vida dos participantes em tais manifestações, que estão chamados a dar em todas as partes um testemunho cristão válido mediante uma adesão cada vez mais firme a Cristo e uma generosa doação a seus irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres”.

“Os mafiosos estão excomungados”

Durante todo o seu pontificado, Bergoglio expressou a incompatibilidade de ser cristão e mafioso. Em 2013, na esplanada de Sibari, foi meridianamente claro: “Os que seguem o caminho do mal em suas vidas, como os mafiosos, não estão em comunhão com Deus: estão excomungados”, disse.

Há alguns anos, durante a missa celebrada em Palermo, em memória do beato Pino Puglisi, padre assassinado pela máfia, Francisco destacava que “não se pode acreditar em Deus e ser um mafioso. Os mafiosos não vivem como cristãos, porque blasfemam com suas vidas o nome do Deus-amor”.

Por isso “aos mafiosos digo-lhes: mudem irmãos e irmãs. Deixem de pensar em si e no dinheiro. Convertam-se ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, queridos irmãos e irmãs. Digo aos mafiosos: se não fazeis, vossa vida será perdida e será a pior derrota”.

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