Alemanha. Diocese terá que reformular plano de fusão de paróquias após objeções do Vaticano

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12 Junho 2020

A reforma previa que cada pároco fosse um membro igual aos outros em uma equipe de liderança com leigos e outros padres.

A reportagem é de Catholic News Service, 11-06-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A agência KNA informou que, no dia 5 de junho, o bispo de Trier, Stephan Ackermann, apresentou sua posição à Congregação para o Clero do Vaticano e ao Pontifício Conselho dos Textos Legislativos.

Ele ressaltou os laços enfraquecidos dos católicos com a Igreja, a diminuição das possibilidades financeiras e a falta de padres. Ele disse que a situação exigia mudanças para dar à vida da Igreja uma “estrutura confiável”.

As autoridades vaticanas consideraram esse plano questionável nos termos do Direito Canônico. Roma também tinha receios sobre o tamanho e a estrutura planejados das paróquias, informou a Diocese de Trier no dia 9 de junho.

Algumas grandes paróquias teriam até 100.000 membros de acordo com o plano, e, em algumas áreas rurais, a distância da paróquia mais próxima seria de 80 quilômetros ou mais.

Dom Ackermann agora planeja trabalhar com os líderes diocesanos para mudar a reforma paroquial e levar em conta as objeções do Vaticano, assim como os objetivos iniciais das suas reformas, informou a KNA.

A reforma planejada visa a mudar as estruturas e a estabelecer novas prioridades para o cuidado pastoral e a Igreja. A diocese considera a reforma como um modelo para a reestruturação das paróquias, já que outras dioceses da Europa enfrentam mudanças semelhantes, disseram as autoridades diocesanas. Eles disseram que os próximos passos serão estreitamente coordenados com o Vaticano.

Atualmente, a Diocese de Trier tem 887 paróquias, em sua maioria muito pequenas. Um sínodo diocesano em 2016 recomendou a criação de “mais espaços pastorais”. O plano era fundir as paróquias em 35 grandes, lideradas por uma equipe de um padre e dois leigos. Os outros padres não deveriam ter funções de liderança.

O Vaticano suspendeu a implementação da reforma em novembro, depois de queixas de um grupo de padres e de vários católicos leigos da diocese.

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