Geração elétrica mundial 2019: queda no uso do carvão e aumento das renováveis

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09 Janeiro 2020

Em 2019, a geração de energia mundial deve registrar queda no uso do carvão e o oposto aumento no uso de fontes de energias renováveis.

A informação consta no novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), Coal 2019 (Carvão 2019), divulgado este mês e que apresenta estimativas para 2024.

A reportagem é de Ruy Fontes, publicada por EcoDebate, 08-01-2020.

Segundo a IEA, a produção elétrica pela queima do carvão deverá registrar queda histórica de 2,5% este ano, o equivalente a mais de 250 Terawatts-hora (TWh) de energia.

Os maiores catalisadores dessa mudança são os EUA e Europa, que apresentaram quedas de dois dígitos na sua demanda pelo mineral.

No entanto, a IEA ressalta que esse resultado não marca necessariamente uma tendência na queda do carvão, que deverá continuar crescendo de forma modesta pelos próximos 5 anos.

Para 2024, a agência também estima uma queda da participação do carvão na geração elétrica mundial, dos atuais 38% para 35%, o que ainda fará dele a maior fonte de energia no mix.

Nos últimos anos, a queda dos preços das tecnologias renováveis, em especial a da energia solar fotovoltaica, as políticas ambientais em torno de fontes limpas e a oposição pública contra o carvão puxaram a sua queda em diversos países do mundo.

Na Europa e nos EUA, por exemplo, o relatório mostra que a geração de energia pela queima do carvão declinou a níveis nunca vistos em décadas.

Segundo a IEA, essa tendência deverá se manter até 2024, embora devagar, a menos que as mudanças climáticas aumentem a pressão pelo abandono do carvão ou que o gás natural atinja preços abaixo do esperado.

Mas a agência ressalta que, em última análise, as tendências globais dependerão amplamente da China, onde metade do carvão do mundo é produzido e consumido.

“As energias solar e eólica estão crescendo rapidamente em muitas partes do mundo. A capacidade de energia de carvão fora da Ásia está claramente em declínio e continuará assim pelos próximos anos. ”, disse Keisuke Sadamori, diretor de mercados e segurança de energia da IEA.

“O cenário global, no entanto, não mudou muito. O carvão está desaparecendo em muitas economias avançadas, mas permanece resiliente e continua a crescer na Ásia em desenvolvimento.”, conclui Sadamori.

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