Estado do Vaticano mudará sua lei para investigar os abusos, acabará com o segredo pontifício e responsabilizará os acobertadores

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08 Março 2019

A Santa Sé mudará sua própria legislação para investigar os abusos sexuais, também dentro dos muros do Vaticano. Esta será uma das medidas que o Papa Francisco decretará "nas próximas semanas", como anunciado pelo jesuíta Hans Zollner, em visita à Universidade Pontifícia Comillas.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 07-03-2019. A tradução é do Cepat.

Junto a isso, o responsável da Comissão Vaticana de Proteção aos Menores anunciou que se acabará com o segredo pontifício para as denúncias de abusos. A lei de 2016 será esclarecida para responsabilizar os acobertadores e será ampliada a prescrição canônica em caso de posse de pornografia infantil.

Ao mesmo tempo, será elaborado um vade-mécum para que todos os bispos e líderes religiosos "saibam o que devem fazer em caso de receber acusações desse tipo", e a criação de uma "força tarefa" ou "forças especiais" para os continentes, para esclarecer o que deve ser feito quando chegar um caso desse tipo.

Escutar as vítimas

"O mais importante para as vítimas é se sentir ouvidas", disse Zollner, que insistiu que "as conferências episcopais devem estar abertas para as vítimas se comunicarem com elas, quando e como quiserem".

Junto a isso, o jesuíta apostou na "prevenção e proteção de menores". Em Comillas, "há uma equipe muito poderosa que está trabalhando com toda a sua competência para a preparação de nova legislação sobre a proteção de menores, e a Igreja pode estar na vanguarda da proteção das crianças".

O que acontece na Espanha

"Por que não se falou da Espanha antes?", questionou. " Porque chegamos a um momento de maior consciência, de vontade para enfrentar isso, estamos sensibilizados de uma maneira diferente", acrescentou.

Sobre a atuação da Igreja espanhola, o jesuíta foi muito mais contido, enfatizando que tinha chegado na Espanha apenas à tarde. "Não posso comentar sobre a situação na Espanha", embora ontem à noite, sim, ressaltou que, "na Espanha, se acredita que esta é uma tempestade que irá passar e que, portanto, o melhor é se esconder".

A Igreja espanhola deveria liderar uma investigação sobre os abusos? O cardeal Blázquez disse que não, há poucas semanas. Sobre isso, o jesuíta, sem entrar na situação espanhola, lembrou como outros países, como os Estados Unidos e a Alemanha, fizeram isso. "Na minha opinião, isso foi um ato de coragem e valentia." "Temos que coordenar melhor a comunicação e também estar conscientes da realidade de cada país", concluiu.

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