“O pequeno Jesus nos recorda que metade dos fugitivos são crianças”

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16 Dezembro 2018

O Menino Jesus “nos recorda que metade dos fugitivos de hoje, no mundo, são crianças, vítimas inocentes das injustiças humanas”. O Papa Francisco recebeu os artistas e organizadores do concerto de Natal, que aconteceu no dia 15 de dezembro, no Vaticano, e aproveitou a oportunidade para refletir sobre os migrantes. Francisco salientou que “ao deixar tudo – casa, família, país – e enfrentar o desconhecido, deve ter sofrido uma situação muito difícil”, pelo que expressou a esperança de que essas pessoas não sejam recebidas com “indiferença” ou, pior, com aborrecimento. Pediu para “abrir os portões dos campos de refugiados”, assim como “permitir que os jovens migrantes se insiram nas sociedades” às quais chegam.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 14-12-2018. A tradução é de André Langer.

A edição deste ano do concerto de Natal, que acontecerá amanhã, 15 de dezembro à tarde na Sala Paulo VI, servirá para apoiar duas iniciativas importantes: as Missões dom Bosco Valdocco Onlus na Uganda, onde encontraram refúgio muitas pessoas de países vizinhos que vivem conflitos violentos (principalmente do Sul do Sudão, em guerra desde 2013), e as atividades da Fundação pontifícia Scholas Occurrentes, nascida graças a uma iniciativa do então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, e que intervém em Erbil, no Iraque, onde a guerra hipotecou o futuro de toda uma geração. Dois projetos, disse o Papa, agradecendo-lhes, que “responderam a este apelo para ‘interagir com a educação’, cooperando na transmissão da mensagem de esperança de Natal”.

“O Natal – afirmou o Pontífice – é sempre novo, porque nos convida a renascer na fé, a nos abrir para a esperança, a reacender a caridade. Este ano, em particular, chama-nos a refletir sobre a situação de tantos homens, mulheres e crianças do nosso tempo – migrantes, fugitivos e refugiados – que estão em marcha para escapar das guerras, da miséria provocada pelas injustiças sociais e pela mudança climática. Para deixar tudo – casa, família, país – e encarar o desconhecido, deve ter sofrido uma situação muito difícil!”. Também Jesus, recordou o Papa, “vinha de ‘outro lugar’”, e, “quando a fúria violenta de Herodes se abateu sobre o território de Belém, a Sagrada Família de Nazaré viveu a angústia da perseguição e, guiada por Deus, refugiou-se no Egito. O pequeno Jesus – disse o Papa – nos recorda que metade dos fugitivos de hoje, no mundo, são crianças, vítimas inocentes das injustiças humanas”.

O Papa falou após a resposta da Igreja a esses dramas e ressaltou a necessidade de uma maior coordenação, de “ações mais organizadas, capazes de abraçar cada pessoa, grupo e comunidade”, razão pela qual “é necessário fazer uma rede”.

“Fazer uma rede com a educação, em primeiro lugar, para educar os mais jovens dentre os migrantes – recordou –, ou seja, aqueles que, em vez de sentar-se nos bancos da escola, como muitos de seus contemporâneos, passam o dia fazendo longas caminhadas a pé, ou em transportes improvisados e perigosos. Eles também precisam de formação para poderem no dia de amanhã trabalhar e participar do bem comum como cidadãos conscientes. E, ao mesmo tempo, trata-se de educar a todos nós na acolhida e na solidariedade, para evitar os migrantes e refugiados encontrem, em seu caminho, a indiferença ou, o que é pior, a intolerância. Mas também, de acordo com o Papa Francisco, “significa permitir que as pessoas se coloquem novamente em pé, que se coloquem em marcha, com toda a dignidade, com força e coragem para enfrentar a vida, valorizando seus talentos e a própria laboriosidade”.

“Fazer rede com a educação – insistiu Bergoglio – é uma solução válida para abrir os portões dos campos de refugiados, permitindo que os jovens migrantes se insiram nas novas sociedades, encontrando solidariedade e generosidade e promovendo-as, por sua vez”.

Francisco agradeceu aos projetos das Missões de Dom Bosco na Uganda e da Scholas Occurrentes no Iraque, que “responderam a esta chamada de fazer rede com a educação, cooperando na transmissão da mensagem de esperança do Natal”, e referiu-se ao gênio de artistas, capaz de chegar ao mais íntimo da consciência das pessoas: “Historicamente – concluiu –, a missão da Igreja também se expressa através da criatividade e do gênio de artistas, porque eles, com o seu trabalho, são capazes de atingir o mais íntimo da consciência dos homens e mulheres de todos os tempos. Por isso, para vocês aqui presentes, vai o meu agradecimento e encorajamento para que continuem o seu trabalho, para que acendam em cada coração o calor e a ternura do Natal”.

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