Migrantes no Mediterrâneo, recorde de vítimas em setembro: 20% morreram ou desapareceram

Foto: Marina Militar Itália/Reprodução Twitter

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

03 Outubro 2018

No Mediterrâneo onde não há mais nenhum dispositivo de socorro e os resgates só são confiados às eventuais intervenções da guarda costeira da Líbia, setembro foi o mês com a maior taxa de mortalidade já registrada: quase 20% dos que partiram em setembro resultam mortos ou desaparecidos.

A informação é de Alessandra Ziniti, publicada por La República, 01-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini

O relatório atualizado do ISPI (Instituto de Estudos de Política Internacional) informa que, em termos absolutos, pelo menos 867 migrantes morreram ou desapareceram nos últimos quatro meses, na rota da Líbia. Olhando para todo o Mediterrâneo central (incluindo pessoas que saíram da Tunísia), resultam mortos ou desaparecidos quase 970 migrantes.

"É um número equivalente a 8,1 mortes por dia. Mais do que o dobro do período das políticas Minniti (3, 2 mortes por dia), e não muito longe das 12 mortes por dia registradas nos 12 meses anteriores ao declínio dos desembarques, quando da Líbia partiam quase 17.000 migrantes por mês em vez dos pouco mais de 3.000 por mês do governo Conte – explica o pesquisador Matteo Villa. Nestes quatro meses, a taxa de mortalidade foi de 6,8%, mais que o triplo a taxa de mortalidade média do Mediterrâneo central em 2014-2017 (2,1%). Em comparação, o período das “políticas Minniti" (julho de 2017 - maio de 2018) havia registrado uma taxa de mortalidade idêntica à de anos anteriores (2,1%)”.

Leia mais