Alarme do UNICEF. Meio milhão de crianças em perigo em Trípoli

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26 Setembro 2018

Meio milhão de crianças estão em risco em Trípoli. O alarme foi dado pelo diretor-geral do UNICEF para o Oriente Médio e Norte da África, Geert Cappelaere. Em nota publicada no começo da semana, o responsável da ONU relata que "a falta de comida, água e eletricidade estão entre os desafios diários que crianças e famílias devem enfrentar". Uma epidemia de sarampo está em curso no país, acrescenta Cappelaere, com mais de 500 casos notificados, a maioria deles em crianças.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 25/26-09-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

"Uma crescente falta de serviços de saúde plenamente funcionais - ele adverte - só levará a novos casos de sarampo". O diretor-geral do UNICEF para o Médio e Norte da África Oriente também relata que "uma família inteira, incluindo duas crianças, foi morta em Trípoli devido à queda de um míssil em sua casa". O que aconteceu eleva a oito o número total de crianças mortas desde o início da violência, em 27 de agosto, na cidade de Trípoli. Além disso, o UNICEF tomou conhecimento que "um grande número de crianças foi recrutado para combater, expondo-as a um perigo imediato".

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (UNOCHA), de 26 de agosto já somam 5000 famílias que precisaram abandonar suas casas em busca de refúgio em áreas mais seguras, das quais 1.700 apenas nas últimas 48 horas. Outras, no entanto, "têm medo de deixar suas casas por causas dos saques de grupos armados ou criminosos", relata a organização. De acordo com a UNOCHA, após cerca de um mês de distúrbios, pelo menos 115 civis foram mortos e 560 ficaram feridos. Desde sábado onze pessoas perderam a vida, a maioria delas civis.

Por sua parte, a Missão de apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) anunciou que está preparando uma lista de violações do direito humanitário internacional em relação aos confrontos de Trípoli. "A ONU reitera que está preparando uma lista daqueles que violaram o direito humanitário internacional a ser apresentado ao Conselho de Segurança da ONU para que sejam submetidos a sanções e processados", conforme foi divulgado em um comunicado da UNSMIL. A missão da ONU também pediu às famílias das vítimas dos confrontos de Trípoli para evitar atos de vingança.

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