Bento XVI e os protestos por sua renúncia: “raiva contra a minha pessoa”

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21 Setembro 2018

Um intercâmbio epistolar (de novembro de 2017) entre Bento XVI e um “cardeal alemão”. Trechos da carta do Papa emérito (frequentemente citado por aqueles que supostamente o apoiam em operações nostálgicas) foram publicados pelo jornal popular alemão Bild. De acordo com o jornal, o cardeal em questão, cujo nome não é identificado pelo jornal (mas que com toda probabilidade é Walter Brandmüller), teria criticado, em uma entrevista, Joseph Ratzinger pela decisão sem precedentes de renunciar ao Pontificado, abandonando uma Igreja em crise.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 20-09-2018. A tradução é de André Langer.

“Eu posso entender a profunda dor que você e muitos terão sentido com o fim do meu Pontificado”, é uma das frases da carta de Bento XVI publicada pelo Bild, “mas a dor, em alguns (parece-me) e em você, transformou-se em raiva que não só tem a ver com a renúncia, mas que se estende cada vez mais a mim e ao meu Pontificado como um todo”. E prossegue: “Se você conhece uma maneira melhor (que a renúncia, ndr.) e acredita poder condenar a que eu escolhi, peço-lhe que me diga”. E as últimas frases da carta de Ratzinger citadas pelo jornal são: “melhor rezar, como fez no final da sua carta, para que o Senhor venha em auxílio da Sua Igreja. Com a minha bênção apostólica, seu, Bento XVI”.

Uma carta que o secretário particular de Bento XVI, dom Georg Gänswein, não quis comentar. O jornal alemão recorda a recente intervenção sobre os abusos sexuais nos Estados Unidos, quando o próprio Gänswein afirmou que eram o 11 de setembro da Igreja.

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