James Martin denuncia o "oceano de ódio" que tenta impedi-lo de participar do Encontro Mundial das Famílias, em Dublin

Foto: Mathias Wasik/Flickr

Mais Lidos

  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • Trump enfrenta uma guerra mais longa do que o esperado no Irã, com problemas no fornecimento de munição e armas

    LER MAIS
  • “É fundamental não olharmos apenas para os casos que chocam pela brutalidade, mas também para as violências cotidianas que atingem mulheres e meninas, que muitas vezes são naturalizadas e invisibilizadas”, adverte a assistente social

    Combate à violência contra as mulheres: “Essa luta ainda é urgente”. Entrevista especial com Cristiani Gentil Ricordi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Agosto 2018

O padre James Martin denunciou o "oceano de ódio e ameaças" que tem recebido depois que se recolheram mais de dez mil assinaturas pedindo que se cancele sua participação no Encontro Mundial das Famílias, de Dublin. O jesuíta afirmou, no entanto, que não se deixará intimidar pela pressão, afirmando que "estes manifestantes não só estão do lado errado da história, como estão do lado errado do Evangelho".

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital,14-08-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.

"Que tipo de jesuíta seria eu se deixar que o ódio me impeça de amar?", perguntou Martin, em comentários recolhidos por Catholic Herald, depois que a petição organizada pelo movimento irlandês Tradição, Família e Prosperidade lhe acusou de "apoiar a transexualidade das crianças" e "defender que os homossexuais se beijem durante a missa".

"Padre Martin também está em desacordo com a qualificação do Catecismo da Igreja Católica que aponta a inclinação homossexual como 'gravemente desordenada'", continua a reclamação de seus críticos, que também lhe culpam por impedir que os homossexuais "cheguem a uma verdadeira compreensão de sua condição à luz do ensinamento da Igreja e da misericórdia de Deus", o qual qualifica como um "grande dano". "Cremos que o erro e a confusão que [ele] semeia não deveriam ter espaço no Encontro Mundial das Famílias", sentenciam os censores, pelo que pedem "encarecidamente" que os organizadores do Encontro retirem seu convite para falar.

O pedido de silenciar padre Martin não surtiu, até o momento, nenhum efeito, e os organizadores do evento assinalam que não está prevista nenhuma mudança no programa das intervenções. As críticas tão pouco incomodaram o jesuíta, que minimizou a homofobia deste percentual "muito pequeno" de católicos.

"Tenho o apoio de meus superiores jesuítas, vários cardeais, arcebispos e bispos, e também da maioria dos fiéis, muitos dos quais têm pessoas LGBT em suas famílias", salientou o padre.

Apesar das pressões que constantemente recebe, o jesuíta continua sendo um ferrenho defensor da dignidade dos católicos LGBTI. No encontro de Dublin, aproveitará seu recente livro "Construindo uma ponte" - respaldado pelos cardeais Joseph Tobin e Kevin Farrell - para dar uma palestra sobre como promover uma melhor acolhida na Igreja aos fiéis de outras orientações afetivas.

Leia mais