Coletivo se mobiliza contra apreensão de carroças no centro de SP

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01 Junho 2015

Desde que chegou a São Paulo, há 28 anos, o carroceiro Rafael Bahia se tornou um importante agente socioambiental da cidade, ainda que invisível aos olhos da maioria dos paulistanos. Todos os dias, entre incontáveis quilômetros percorridos, coleta aproximadamente 300 quilos de lixo que tem como destino as cooperativas de reciclagem. Assim sustenta sua família.

A reprotagem é de André Nicolau, publicada no sítio Catraca Livre, 26-05-2015.

Apesar disso, Bahia e outras dezenas de catadores que trabalham na região da Luz estão na mira de uma perseguição ocorrida na região com a operação “Rapa das Carroças” que nos últimas semanas foi responsável pela apreensão de dezenas de veículos usados pelos trabalhadores. “Desde que comecei a trabalhar com os carroceiros, há oito anos, acompanho esse tipo de perseguição contra os trabalhadores. Isso se repete entre alguns intervalos de tempo, mas nunca deixou de acontecer” ressalta o ativista e artista de rua Thiago Mundano, idealizador do projeto Pimp My Carroça.

Reunião discutirá operação "Rapa das Carroças" nesta quarta-feira

Em busca de soluções que coloquem um ponto final na perseguição contra os carroceiros, nesta quarta-feira representantes da prefeitura de São Paulo, carroceiros e ativistas sem reúnem para discutir a situação. “Tirar a ferramenta de trabalho de catadores que sempre contribuíram com São Paulo dessa maneira é um crime”.

No Facebook, o coletivo relatou as condições enfrentadas pelos catadores:

"Os diversos depoimentos que colhemos em campo informam que o rapa das carroças começou a agir na sequência da remoção da "favelinha da cracolandia" no dia 29 de Abril e continua ativo na região da Luz. A estrutura do "rapa das carroças" consiste em dois caminhões, uma perua com funcionários e duas viaturas da GCM, costumam agir a noite e levam todas as carroças que estão na rua na região da Luz. Só que é na rua, na frente de suas casas, que muitos catadores param suas carroças há mais de 20 anos, e quando acordavam não tinham mais a ferramenta de trabalho. Isso obrigou muitos catadores a terem que pagar um lugar pra deixar a carroça e a pararem de trabalhar à noite com medo do rapa que tem agido regularmente. E segundo relatos mais de 50 carroças foram apreendidas nas últimas semanas".

Confira no Catraca Livre o vídeo que denuncia as apreensões:

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