"Não se pode portar o título de cristão e viver como se não o fôssemos, de maneira desonesta e incoerente."
O comentário é de Jairo del Agua, para a Liturgia do 26º Domingo Comum de 2026 (A), publicado por Religión Digital, 22-09-2026.
Comentário inicial
Este Jesus das parábolas é um sujeito genial. Nós, que as lemos, costumamos ser bastante tolinhos. Vamos ver as reflexões deste tolo:
1ª) A referência a "prostitutas e publicanos" não quer dizer que Jesus abençoasse seus delitos ou fosse liberal, como alguns interpretam. Essas "profissões" eram especialmente condenadas pelos judeus, sobretudo os traidores publicanos.
Mas eles são do grupo do "não quero" e faço o que me dá na telha. No entanto, escutavam João Batista e se convertiam, ao menos tentavam. Toda a parábola fala de CONVERSÃO, de retificar. Tarefa de toda uma vida.
2ª) "Disse Jesus aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo"... Este é o cerne da parábola. Ele os coloca em paralelo com a imundície da sociedade e lhes diz descaradamente que são piores do que eles. (Quando este desbocado faz o mesmo, me chamam de herege.)
É uma clara DENÚNCIA à classe dirigente. Jesus não media as palavras. "Veio João até vocês ensinando o caminho da justiça, e vocês não creram nele; em compensação, os publicanos e as prostitutas creram nele. E, mesmo depois de ver isso, vocês não recapacitaram nem creram nele". Ou seja: vocês não sabem o que é a CONVERSÃO, continuam com sua prepotência e seus erros rígidos.
(Depois de ler esta e outras parábolas, existe algum católico que ainda acredite que Jesus morreu por nossos pecados e por expressa vontade do Pai? Somos tão completamente tolos a ponto de não ver que suas denúncias aos líderes foram a causa real de sua morte?)
3ª) A resposta dos "sumos sacerdotes e anciãos". De pouco nos serve o que aconteceu "in illo tempore" se não há resposta HOJE e AGORA.
Nosso clero dirigente se parece com o de antigamente? São discípulos aventajados, muito piores. (Deem-se ao trabalho de ler a História da nossa "santa" Igreja.) Estes usurparam a Vinha e deixaram o Pai do lado de fora. Apoderaram-se das "chaves da Vinha" (vocês as verão repetidamente nos frontões de seus palácios) e, inclusive, da própria "propriedade"; segundo eles, por delegação do Proprietário que expulsaram.
São gente de muita boa vontade, disseram "SIM" ao chamado, esforçaram-se em estudar e conhecer as plantas da Vinha. Mas, assim que se apoderaram do PODER, nem se preocuparam em saber onde ficava a Vinha.
Em vez de ir trabalhar para cuidar, adubar, cavar e capinar, dedicaram-se a redigir longuíssimas "doutrinas e mandamentos" sobre como se trabalha e se colhem as uvas. Enredaram-se numa Torre de Babel muito mais ambiciosa e obscura do que a bíblica. Tanto cresceu sua PASSIVIDADE e DESINTERESSE pela REALIDADE que acabaram espremendo a Vinha e comendo seus frutos.
Daqui a pouco nos lerão a parábola em que esses usurpadores espancam e matam o Filho do Proprietário que vai reclamar-lhes. Também não se sentirão aludidos.
Estou exagerando? Aí temos a "discriminação das mulheres" (a maioria do Povo crente), o irracional "celibato obrigatório" (quando o matrimônio é a melhor escola da vida e do amor), a "aparência e a prepotência" que os define e os torna visíveis, a "papolatria" (palavras de ordem e atitudes aparentes e bem-soantes, mais próprias de um político do que de um guia religioso, além do desperdício de milhões para se fazer notar), a "mariolatria" (se a exemplar Aldeã de Nazaré pudesse nos responder sobre a humilhação de tê-la transformado numa coleção de ridículos fetiches…), as "intercessões", a "bibliolatria", a imóvel "estátua de sal" em que se converteram, etc.
Não posso me alongar. Vou citar apenas São Paulo de hoje mesmo: "Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; pelo contrário, cada um em humildade considere os outros superiores a si mesmo. Não olheis cada um para o que é seu, mas cada um também para o que é dos outros. Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Ele, mesmo tendo a condição divina, não fez do seu igual a Deus uma questão de posse; pelo contrário, esvaziou-se de si mesmo assumindo a condição de escravo, tornando-se em tudo semelhante aos homens. E, aparecendo como homem, humilhou-se a si mesmo, obedecendo até a morte, e morte de cruz."
Nossa atual Gerontocracia misógina, irracional e ancorada num passado inexistente, cheia de doutrinas incoerentes que nos impõem como verdade, é assim? Precisa de CONVERSÃO ou continuamos incensando-a como escravos?
Sinceramente, prefiro ir com as prostitutas, as madalenas, as adúlteras, os zaqueus e os publicanos, para ver se eles me mostram o "caminho da conversão", porque aqueles que deveriam me guiar se perderam.
Esta parábola é expressamente para eles. Vão escutá-la? Vão mudar? De jeito nenhum! Quem é esse Galileu, fofoqueiro e dedo-duro, que nos acusa? Ele não tem nada a nos dizer, a nós que somos irrepreensíveis e temos o Espírito Santo capturado…
Chegou-me esta notícia consoladora: formidável e dura carta do bispo de Hertogenbosch: "As palavras que faltam no Sínodo são ARREPENDIMENTO e CONVERSÃO". Enquanto não virmos isso: salve-se quem puder!
As parábolas não são contos do passado para "aqueles"… "Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça" (Mt 13,9 e Apocalipse 2 e 3).
O amor permanente e entranhável de Deus Pai, que nos habita e sustenta, a presença luminosa de Jesus Ressuscitado, a Luz e o impulso do seu Espírito estejam com todos vós.
O relato evangélico dos filhos do vinhateiro nos lembra o ditado popular "obras são amores".
De pouco vale dizer que sim quando não se cumprem as promessas. Com bastante frequência sentimos em nós a tensão entre o que sabemos ser correto e nossos próprios interesses e inclinações.
Normalmente sabemos o que exige nossa fé e, no entanto, agimos contra ela ou damos apenas um Sim relutante. Celebramos a Eucaristia unidos a Jesus e nos comprometendo a segui-lo de verdade.
As qualidades e os dons que Deus nos deu não são só para o nosso próprio desfrute, mas para sermos coerentes, vivermos de acordo com eles e os colocarmos a serviço de todos. Agora, ao começar esta celebração, damos-lhe graças por eles e nos comprometemos a vivê-los na entrega e no serviço comum.
Queremos nos comprometer a viver o dom da Paz, tanto interior, sentindo-nos habitados por Ti, quanto exterior, contribuindo para semeá-la nos demais. Por isso dizemos: Nos comprometemos, Senhor.
Queremos nos comprometer a viver o dom do Amor, descobrindo a cada dia o grande amor que nos tens e vivendo-o com os irmãos. Por isso dizemos: Nos comprometemos, Senhor.
Queremos nos comprometer a viver o dom da Bondade e da Ajuda, ajudando a nós mesmos a progredir em nossa realização pessoal e ajudando os demais em tudo o que pudermos. Por isso dizemos: Nos comprometemos, Senhor.
Deus Pai Amoroso tem misericórdia de nós, compreende nossas falhas e nos guia por sua mão à vida eterna. Amém.
Glória a Deus nas alturas... Tu que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós... Tu que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Tu que estais sentado à direita do Pai, tende piedade de nós.
Envia-me, sempre que precisares de mim, Senhor, e, se olhar para trás, quero ver o horizonte que me espera.
Manda-me, Senhor, trabalhar em tua propriedade e, se eu preferir ficar na vitrine da vida, quero compreender que a aparência, a sensualidade, o que vejo e toco, mais cedo ou mais tarde, tudo vai acabar.
Sim, amigo e Senhor, quero ir à tua vinha, ainda que às vezes te traia, ainda que em certos momentos tenha medo ou, em outras ocasiões, por isto ou por aquilo, a incerteza ou a preguiça me sacuda.
Quero ir à tua vinha! E, se por acaso, Senhor, eu te digo "sim" e depois é "não", sei que me perdoas porque Tu sabes como eu sou.
Só Tu, Senhor, tens a força total e necessária para mudar o mundo, mas queres fazê-lo comigo.
Só Tu, Senhor, sabes de antemão que nem sempre minha resposta é a mais sincera, nem, tantas outras vezes, a mais acertada.
Mas, apesar de tudo, Senhor, me comprometo e quero te ajudar em tua vinha para que ela não se enfraqueça e continue germinando em abundância; para que não morra e os homens e mulheres do meu tempo possam se aproximar dela e cortar o cacho da fé e da esperança, e possam beber o vinho do amor e do perdão.
Por isso, Senhor, quero que, quando Tu me enviares, eu possa sair para cuidar e trabalhar a vinha que Tu tanto amas. Amém.
Leitura da profecia de Ezequiel (18,25-28):
Assim diz o Senhor: "Vocês dizem: não é justo o proceder do Senhor. Escutai, casa de Israel: acaso não é justo o meu proceder? Ou não é o proceder de vocês que é injusto?
Quando o justo se afasta de sua justiça, comete o mal e morre, morre por causa do mal que cometeu. E quando o ímpio se converte da maldade que praticou e pratica o direito e a justiça, ele mesmo salva sua vida. Se recapacita e se converte de todos os delitos que cometeu, certamente viverá e não morrerá."
Palavra de Deus.
Salmo 24
R/. Senhor, tua misericórdia é eterna.
Senhor, ensina-me os teus caminhos, instrui-me nas tuas veredas: faze que eu caminhe com lealdade; ensina-me, porque tu és meu Deus e Salvador, e o dia inteiro em ti espero. R/.
Lembra-te, Senhor, de que tua ternura e tua misericórdia são eternas; não te lembres dos pecados nem das maldades da minha juventude; lembra-te de mim com misericórdia, por tua bondade, Senhor. R/.
O Senhor é bom e reto, e ensina o caminho aos pecadores; faz caminhar os humildes com retidão, ensina seu caminho aos humildes. R/.
Leitura da carta do apóstolo São Paulo aos Filipenses (2,1-11):
Se quereis dar-me o consolo de Cristo e aliviar-me com vosso amor, se nos une o mesmo Espírito e tendes entranhas compassivas, dai-me esta grande alegria: mantende-vos unânimes e concordes, com um mesmo amor e um mesmo sentir. Nada façais por rivalidade nem por vanglória; deixai-vos guiar pela humildade e considerai sempre os outros superiores a vós mesmos. Não vos encerreis em vossos próprios interesses, mas buscai todos o interesse dos demais.
Tende entre vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Ele, apesar de sua condição divina, não se valeu de sua categoria de Deus; ao contrário, despojou-se de seu posto e assumiu a condição de escravo, passando por um homem qualquer. E assim, agindo como um homem qualquer, rebaixou-se a si mesmo até submeter-se à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou acima de tudo e lhe concedeu o Nome que está acima de todo nome; para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos, e toda língua proclame: Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
Palavra de Deus.
Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus (21,28-32):
R/. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Que acham vocês? Um homem tinha dois filhos. Dirigiu-se ao primeiro e disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Não quero. Mas depois se arrependeu e foi. Dirigiu-se ao segundo e disse o mesmo. Ele respondeu: Sim, senhor. Mas não foi.
Qual dos dois fez a vontade do pai?"
Responderam: "O primeiro."
Disse-lhes Jesus: "Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precedem no caminho do Reino de Deus. Pois veio João até vocês, ensinando o caminho da justiça, e vocês não creram nele; em compensação, os publicanos e as prostitutas creram nele. E, mesmo depois de ver isso, vocês não recapacitaram nem creram nele."
Palavra do Senhor.
R/. Glória a vós, Senhor Jesus.
Contam que Alexandre Magno viu um de seus soldados fugir da batalha. Ordenou que o buscassem e o trouxessem imediatamente, e lhe perguntou: "Como você se chama?" O homem respondeu: "Chamo-me Alexandre, senhor." O general olhou para ele e disse: "Ou você muda de nome, ou muda de atitude." Para o comandante grego, não se podia carregar um nome glorioso e ter um comportamento miserável.
Esta é, nem mais nem menos, a mensagem do evangelho de hoje. Jesus dirige a parábola aos chefes religiosos de Israel, que se autoproclamam "justos" e portadores da vontade de Deus mas que, na realidade, não se comportavam como tal. Faltava-lhes retificação, conversão.
Todas as parábolas tinham destinatários, mas na realidade todas são dirigidas também a nós e ao nosso tempo.
Não se pode portar o título de cristão e viver como se não o fôssemos, de maneira desonesta e incoerente. Não é possível ter fé e viver na indiferença, ver a injustiça e a discriminação e não combatê-las.
Não se pode ser profeta e ficar de braços cruzados quando o mundo é uma chaga aberta. Não se pode pedir o batismo para os nossos filhos e não se preocupar, desde pequenininhos, em que conheçam e descubram o Deus Pai que os ama e os habita.
A verdadeira fé, hoje e sempre, é vivida pelas pessoas que traduzem em atos e em vida o evangelho.
O verdadeiro ideal não é dizer "NÃO" e depois cumprir. O verdadeiro ideal é dizer "SIM" com convicção e compromisso e depois ser consequente e coerente na vida.
Jesus, com essa referência às prostitutas e publicanos que se antecipam aos sacerdotes judeus, não está justificando seu suposto pecado, mas louvando sua atitude de estarem dispostos a escutar e se CONVERTER.
Jesus era amigo dos pecadores, comia com eles. Nunca evita o contato com pessoas consideradas impuras. Tocava leprosos e os curava. Aproximava-se das pessoas mais discriminadas.
A atuação de Jesus resulta tão escandalosa e surpreendente que ainda hoje resistimos a aceitá-la e segui-la.
Nossas atitudes religiosas são incoerentes. Levamos muitos séculos fazendo uma religião de ritos, doutrinas e preceitos. Desde o batismo dizemos "sim, vou", mas ficamos sempre onde estamos. Basta ver o que se entende por "praticante" para perceber que isso não tem nada a ver com as exigências do evangelho.
Ser cristão é descobrir a vontade do Pai e cumpri-la sempre e em tudo. Estamos cada vez mais nos perdendo em detalhes e nos afastando da raiz do evangelho.
A primeira leitura e a atitude do pai da parábola, que não repreende o filho que diz sim e não vai, nos dizem algo muito importante: somos imperfeitos, mas as falhas não são definitivas, a qualquer momento podemos retificar a trajetória equivocada, e os erros cometidos podem nos ajudar a encontrar o caminho verdadeiro; podemos mudar de atitude, podemos nos CONVERTER e progredir.
E a experiência sempre nos diz o que nos deteriora e o que nos enriquece como seres humanos e como cristãos (que é a mesma coisa).
O Deus de Jesus nunca vai contra o ser humano; algumas das normas que promulgamos em seu nome, essas SIM vão contra. Entender a religião como um conjunto de "verdades absolutas" é fundamentalismo, é ideologia. A religião é para UNIR o ser humano com seu Criador e se alimentar dessa "convivência".
Mas não percamos tempo tentando nos situar em um dos lados. Todos nós estamos dizendo "não" a cada instante, e todos nós estamos dizendo "sim" com uma leveza estarrecedora.
É preciso mudar de nome ou mudar de atitude. Este é o dilema de todo crente. Assumir uma vida sem disfarces. Porque a pessoa cristã de verdade é aquela que, de manhã, só precisa lavar um rosto.
Sacerdote: Credes em Deus, que é nosso Pai, que fez todas as coisas e cuida de nós com amor?
Todos: Sim, cremos.
Sacerdote: Credes em Jesus Cristo, que pôs sua Morada entre nós, para nos fazer conhecer Deus Pai?
Todos: Sim, cremos.
Sacerdote: Credes no Espírito Santo, que vive entre nós e anima a Igreja e a todos para construir um mundo melhor?
Todos: Sim, cremos.
Sacerdote: Credes na ressurreição e na Vida eterna, que já começamos a desfrutar aqui e desfrutaremos plenamente ao final de nosso caminho por esta vida?
Todos: Sim, cremos.
Irmãos, hoje a Palavra nos convida a perceber que devemos ser coerentes. O que importa não são as aparências, mas a atitude interior. Oremos.
Queremos ser coerentes em nossa vida.
• Precisamos de uma Igreja que, por meio de seu exemplo, sempre nos convide a nos desinstalarmos, a abandonar nossas zonas de conforto e a nos aproximarmos da autenticidade do Evangelho.
Queremos ser coerentes em nossa vida.
• Precisamos de crentes que sejam referências de vida comprometida, ao estilo de Jesus de Nazaré, que contagiem ilusão, esperança, alegria e amor com sua vida cotidiana.
Queremos ser coerentes em nossa vida.
• Precisamos de homens e mulheres animados pela fé em Jesus de Nazaré, que se deixem reconfigurar, que saibam se converter e retificar à LUZ do Evangelho.
Queremos ser coerentes em nossa vida.
Pai bom, queremos perceber que a verdadeira Eucaristia a celebramos na fraternidade, sem distinção de pessoas ou classes, entregando nossa vida, servindo, sendo Boa Notícia todos os dias. Seguindo o exemplo de Jesus, teu Filho, que vive pelos séculos dos séculos. Amém.
No momento de apresentar a OFERTA de toda a Igreja, oremos a Deus Pai Misericordioso.
Que o Senhor receba de tuas mãos esta OFERTA, para louvor e glória do seu nome, para o nosso bem e o de toda a sua santa Igreja…
Junto com o Pão e o Vinho, símbolos de bondade, sinceridade e alegria, te apresentamos também nossas vidas. Vidas cheias de sinceridade e coerência, vidas cheias de amor, vidas cheias de lealdade. Porque assim devemos ser na sociedade, apesar de nossas ambivalências. Nós as apresentamos com a melhor intenção; Tu converterás tudo em pão de vida e bebida de salvação. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
O Senhor esteja convosco. / Ele está no meio de nós. / Corações ao alto. / O nosso coração está em Deus. / Demos graças ao Senhor, nosso Deus. / É nosso dever e nossa salvação.
Nós vos damos graças, Senhor, porque sois um Deus próximo e presente em nossas vidas.
Vos damos graças porque sois justo e fiel com todos; com vossa Palavra nos ensinais a justiça e a verdade.
Vos damos graças, porque conheceis cada um de nós pelo nome e pela nossa história. E a ninguém rejeitais ou julgais. Sempre esperais com amor e entrega.
Não vos deixais enganar pelos rótulos que carregamos, pelo que dissimulamos e falseamos. Conheceis os erros ocultos dos que se dizem justos, e a disposição interior dos que chamamos pecadores.
Vos damos graças por Jesus. Nele, sua palavra e sua vida caminhavam juntas. Com sua Vida e com sua Morte confirmou sua Mensagem e seus Ensinamentos.
Agora nos unimos aos anjos, aos santos e às pessoas simples para entoar o hino de vossa Glória, dizendo:
Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus do Universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
Nós vos glorificamos, Pai Santo, porque estais sempre conosco no caminho da vida, sobretudo quando Cristo, vosso Filho, nos reúne para o banquete pascal do seu amor.
Como fez outrora com os discípulos de Emaús, ele nos explica as Escrituras e parte para nós o pão.
Recebemos o vosso Espírito com alegria, para que santifique este pão e este vinho e se convertam para nós no sinal, no sacramento do Corpo e + do Sangue de Jesus.
Jesus, em sua última ceia com os amigos, tomou um pedaço de pão, partiu-o e o entregou, dizendo:
Tomai e comei, todos, dele, porque isto é o meu Corpo, que será entregue por vós.
Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo:
Tomai e bebei, todos, dele, porque este é o cálice do meu Sangue, Sangue da aliança nova e eterna, que será derramado por vós e por todos os homens para iluminar vossas vidas.
Fazei isto em memória de mim.
Eis o Sacramento da nossa fé.
Anunciamos e proclamamos vossa ressurreição; vinde, Senhor Jesus.
Queremos, Pai santo, proclamar diante do mundo a verdade de Jesus, sua vida e morte terrenas, sua vida eterna e feliz em Vós.
Desejamos, impulsionados pelo vosso Espírito, que a nossa Igreja se renove constantemente à luz do Evangelho e encontre sempre novos impulsos de vida; consolidando os vínculos de unidade entre os leigos e os pastores de vossa Igreja, entre nosso Bispo N..., seus presbíteros e diáconos, entre todos os Bispos e o Papa Leão.
Queremos que a Igreja seja, em meio ao nosso mundo, dividido por guerras e discórdias, instrumento de unidade, de concórdia e de paz.
Graças, mais uma vez, porque acolhestes em vossa casa do Céu os nossos irmãos falecidos... todos os nossos familiares, amigos e fiéis defuntos desta Comunidade.
E agora, Pai santo, nos unimos a toda a vossa criação para brindar à vossa maior glória e à germinação de vossa Bondade em nosso mundo, na feliz companhia de vosso filho Jesus, unidos à nossa Mãe Maria, a seu esposo São José, aos apóstolos, aos santos e a todas as pessoas de boa vontade, dizendo:
Por Cristo, com Ele e nEle, a Vós, Deus Pai onipotente, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. Amém.
Pai e Mãe nossa, em quem somos e vivemos. Santificado seja o teu nome. Venha a nós o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Tu nos dás hoje o nosso pão de cada dia. Tu perdoas nossos pecados e nós queremos perdoar aos que nos ofendem. Não nos deixes cair em tentação. E livra-nos do mal. Amém.
Senhor, Tu nos ajudas a vencer nossos males. Tu que disseste a teus apóstolos: "A paz vos deixo, a minha paz vos dou", não olhas para os nossos erros, mas para a fé da tua Igreja e, conforme a tua palavra, nos concedes a paz e a unidade. Tu que vives pelos séculos dos séculos. Amém.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Jesus nos convida a sermos pão partido e repartido para os demais.
Todas as tuas parábolas, uma vez iniciadas,
têm um final que nos alcança como lança afiada.
Recolhem, em síntese, o que é história cotidiana
de luta e resposta
ao teu respeitoso convite e chamado.
E expressam em poucas palavras humanas
a nossa rebeldia
que algo há de ter a ver com o teu espírito e semelhança.
Há os que sabem expressar muito dignamente
respeito e obediência:
é o que se espera de gente religiosa e prudente.
Mas ficam na caravana em que estavam;
não têm vontade
de interpretar teus gestos, feitos e palavras.
Dizem SIM, porque é a resposta correta,
mas não fazem nada
ainda que a brisa sopre com força
e na direção certa.
E há os que, desde o princípio, se rebelam
e não querem ser
nem servos, nem beatos, nem filhos devedores.
Sabem recapacitar para encontrar no caminho,
resposta adequada,
para trabalhar a vinha e viver como filhos.
Talvez, Senhor, te agrade mais o frescor e a rebeldia,
da nossa liberdade,
que as palavras adequadas de uma resposta perfeita e monótona.
Talvez temas mais o nosso ser e história vazios
de amor e vida, que todos os nossos questionamentos e impertinências.
Não sei o que disse,
há um instante...
mas eu vim,
tu me acolheste
e estou contente...
e muito satisfeito.
O Senhor vos abençoa, vos guarda e vos leva tatuados nas palmas das suas mãos. Ele vos acompanha em todos os caminhos. E torna prósperas as obras das vossas mãos. Senti-vos sempre abraçados e abençoados por este Deus apaixonado, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.